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Política Nacional

Após críticas públicas, Garotinho recua e declara apoio a Castro no RJ

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Garotinho declarou apoio a Cláudio Castro no Rio de Janeiro
Reprodução/Instagram

Garotinho declarou apoio a Cláudio Castro no Rio de Janeiro

O ex-governador Anthony Garotinho (União Brasil) declarou apoio ao governador Cláudio Castro (PL), que busca a reeleição. Em evento realizado neste domingo, no Rio, Garotinho deixou de lado o tom belicoso dos últimos meses, quando chegou a lançar uma pré-candidatura, em oposição a Castro, e se disse “obediente ao partido”, antes de elogiar a gestão atual. Nas últimas semanas, no entanto, o ex-governador foi protagonista de embates partidários contra uma ala do União Brasil que insistia no apoio a Castro e se opunha ao seu nome.

Em maio, ele afirmou que as práticas de Castro lembravam muito as do ex-governador Sérgio Cabral, que segue preso. No mesmo evento, a filha de Garotinho, Clarissa (União), foi oficializada como candidata ao Senado. Uma das principais críticas a Castro, ela diz não ver contradição no apoio à candidatura.

“Eu era candidato a governador, mas sou um homem disciplinado, obediente, é uma característica do cristão. Hoje, respeitando o meu partido, estou com Cláudio Castro. Não sou de ficar em cima do muro. Apesar de nossas diferenças, temos que reconhecer que Castro está cuidando com carinho dos nossos programas sociais, como os restaurantes populares”, justificou.

Antes disso, em maio, Garotinho criticou “o deslumbramento com o poder” do então adversário.

“Cláudio está se tornando um novo Sérgio Cabral, e se não mudar suas atitudes o fim será o mesmo. O Cabral começou a ser derrubado por pequenas coisas, como a farra de helicóptero, as festas, o deslumbramento com o poder, e o Cláudio está com o mesmo sintoma”, disse. 

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Na mesma entrevista, ele acusou o governador de não cumprir apoios e criticou o loteamento de cargos no governo. Em mais de uma ocasião, a família Garotinho afirmou que o governador tentou comprar apoio de Vladimir Garotinho, prefeito de Campos, com verba para obras, e o de Clarissa com cargos no primeiro escalão da administração estadual.

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A paz entre os dois, no entanto, passou por interlocuções entre o Palácio Guanabara e o União Brasil, que deu a vaga ao Senado para Clarissa e deixou de apoiar Romário (PL). Em troca desta vaga, dirigentes pediram para que os ataques da família cessassem. Com Garotinho fora da disputa, Clarissa já havia dividido palanque com Castro na convenção do PL, no último domingo, que oficializou Jair Bolsonaro como nome do PL à presidência. De lá para cá, os dois participaram juntos de uma caminhada com Belford Roxo, juntos, e têm reforçado a ideia de uma “chapa bolsonarista” – apesar de Castro ser correligionário de Romário e, oficialmente, apoiá-lo.

Questionada sobre a aliança, Clarissa garante que as diferenças ficaram para trás e diz que as suas críticas não eram ao governador, mas, sim, ao espaço dado no Palácio Guanabara para o ex-secretário Rodrigo Bacellar (PL), rival da família em Campos dos Goytacazes. 

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“Papai teve um gesto de grandeza. A decisão de apoiar o Castro foi majoritária, do partido, e respeitamos. Como as demais candidaturas não nos representam, não teria motivo para nos isolarmos. Alguém vai se eleger governador e a nossa neutralidade não faria diferença. Não vejo contradição neste apoio. A minhas críticas sempre foram voltadas para um grupo específico”, disse.

Nas redes sociais da candidata, no entanto, é possível ver pelo menos dez críticas a Castro nas últimas semanas. Em uma delas, Clarissa se refere ao agora aliado como “candidato ambidestro, que posa de bolsonarista, mas faz de tudo para não desagradar os amigos petistas”. Ela também já o associou a Cabral.

“Pessoas fracas têm uma mente pequena. E gente com mente pequena acha que pode comprar a consciência e o sonho de outras pessoas, oferecendo cargos. Isso é o que está acontecendo no Estado do Rio, com o meu partido sendo constantemente vítima de uma pressão ferrenha feita pelo governador Sérgio… Ih, quase o chamei de Sérgio Cabral. Digo: pelo governador Claudio Castro”, ironizou em uma ocasião.

Com o apoio da família Garotinho, Castro chega à disputa com 14 partidos coligados, 1.652 candidatos proporcionais de apoio, além de dois candidatos ao Senado. Em âmbito estadual, a aliança tem o apoio de 86 dos 92 prefeitos fluminenses.


Fonte: IG Política

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Aras pede ao STF para rejeitar denúncia da Lava-Jato contra Aécio

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Deputado Aécio Neves (PSDB-MG)
Câmara dos Deputados

Deputado Aécio Neves (PSDB-MG)

procurador-geral da República Augusto Aras recuou de uma denúncia movida por sua própria equipe em abril de 2020 contra o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), sob acusação de pagamentos de propina de R$ 65 milhões pelas empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a rejeição da ação, decorrente das investigações da Lava-Jato.

Na manifestação enviada nesta segunda-feira ao STF, Aras argumenta que as mudanças aplicadas pelo Pacote Anticrime aprovado no final do ano de 2019 impedem a apresentação de denúncia com base apenas em provas entregues por delatores.

A acusação, entretanto, trazia, por exemplo, comprovantes de transferências feitas para contas no exterior atribuídas a um aliado de Aécio Neves.

É a segunda vez que Aras recua de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em 2020, a PGR voltou atrás de uma acusação feita três meses antes contra o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), também decorrente da Lava-Jato.

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No pedido encaminhado ao ministro Edson Fachin, relator do inquérito contra o tucano, Aras argumenta que a denúncia oferecida pelo MPF “tem como elemento probatório central” os depoimentos dos colaboradores Marcelo Odebrecht, Henrique Valladares, Otávio Marques de Azevedo, Rogério Nora de Sá, Flávio Gomes Machado, Flávio David Barra e Maria Clara Chuff Soares.

A PGR pondera, então, que a reforma legislativa operada pelo Pacote Anticrime “introduziu a impossibilidade de que seja recebida a denúncia (ou a queixa-crime) com base exclusivamente nas declarações do colaborador”.

“Esse tema estava sujeito a entendimentos divergentes no Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que parte dos Ministros admitiam o recebimento da denúncia fundada exclusivamente nas declarações do colaborador; outra parte, não”, defende a PGR.

Para Aras, com a mudança legislativa, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal “pacificou-se, de forma unânime, no sentido de que a mera palavra do colaborador e os elementos de informação apresentados por eles não seriam suficientes para o recebimento da denúncia”.

O procurador-geral citou como exemplo o julgamento, pela Segunda Turma, que em março de 2021 rejeitou denúncia contra os deputados federais Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Arthur Lira (PP-AL) e Eduardo da Fonte (PP-PE) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) pela prática do crime de organização criminosa.

E outros pontos, a decisão levou em consideração a aprovação do pacote anticrime por proibir o recebimento de denúncia com base apenas nas declarações dos colaboradores premiados.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Censo 2022 levantará dados para atualizar políticas públicas

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Começou na semana passada o censo demográfico, que foi adiado, em 2020, por causa da pandemia da covid-19, e em 2021, por conta de cortes no Orçamento. Até o início de novembro, recenseadores do IBGE estarão coletando dados sobre a população do país nos 5.570 municípios. Senadores ressaltaram a importância do levantamento para a aplicação de políticas públicas.

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Governo começa a pagar auxílio de R$ 600, vale-gás e benefícios de R$ 2 mil de caminhoneiros

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Os beneficiários do Auxílio Brasil começam a receber, nesta terça-feira (9), o novo valor de R$ 600 e o vale-gás de R$ 110, a ser pago a cada dois meses. Já os caminhoneiros poderão sacar duas parcelas de R$ 1.000 na quarta-feira (10) e os taxistas no dia 16. Tanto o aumento dos benefícios e os auxílios aos motoristas profissionais valerão até dezembro. O consultor do Senado, Pedro Nery, declarou que a alta da inflação dos últimos anos pressionou o governo pelo aumento dos benefícios.

Fonte: Agência Senado

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