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Nova redução do preço da gasolina reforça previsão de deflação em agosto, em meio à campanha
Sophia Bernardes

Nova redução do preço da gasolina reforça previsão de deflação em agosto, em meio à campanha

redução de 3,88% no preço da gasolina vendida pelas refinarias da Petrobras anunciada nesta quinta-feira (29) , o segundo corte no custo para as distribuidoras reajuste negativo em menos de duas semanas, leva economistas a refazerem novamente as contas para projeções de inflação neste ano.

Os cálculos reforçam a expectativa de IPCA negativo em agosto, configurando deflação em meio à campanha eleitoral. A inflação é um dos principais obstáculos identificados pela campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro para avançar nas pesquisas.

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Nos últimos meses, Bolsonaro vem pressionando a empresa a evitar reajustes, que minam sua popularidade. Trocou o comando da estatal, enquanto o Congresso aprovou projetos para desonerar combustíveis e contornar regras fiscais e eleitorais para conceder novos benefícios, como um auxílio amenizar o custo dos combustíveis para caminhoneiros e taxistas. Ontem a Petrobras definiu que o seu Conselho de Administração, onde o governo tem maioria, vai “supervisionar” decisões de reajustes tomadas pela diretoria da empresa. 

Analistas explicam que o alívio no preço do combustível nas refinarias, que deve chegar às bombas dos postos, não terá efeito sobre o IPCA de julho, uma vez que a coleta da pesquisa realizada pelo IBGE se encerra nesta quinta-feira, dia 28. Mas a redução deve impactar em cheio o IPCA de agosto, quando também serão sentidos os efeitos residuais do reajuste anterior de 4,9%, concedido no dia 19 de julho.

O corte no preço do combustível reforça a expectativa de uma deflação em agosto. Isso porque alguns economistas já colocaram na conta uma possível retração nos preços dos serviços de telecomunicações, por conta da redução do ICMS sobre o setor provocada pela aprovação no Congresso de um projeto que limita o imposto estadual sobre serviços considerados essenciais, o que puxaria para baixo o indicador no mês. 

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André Braz, economista e pesquisador do Ibre/FGV, explica que a gasolina compromete, em média, quase 7% do orçamento das famílias, e que mudanças no preço do combustível não são desprezíveis sobre o índice oficial de inflação, embora impactem menos em cadeia do que o diesel que é usado no frete e nos ônibus pelo transporte público.

Alívio de 4% para os motoristas

Braz prevê um alívio, entre julho e agosto, de 4% no preço da gasolina pago pelos motoristas nas bombas nos postos de combustíveis, considerando os dois últimos reajustes concedidos na refinaria. Ele calcula uma redução de 0,25 ponto porcentual no IPCA de agosto.

“Esperávamos uma inflação de 0,3% em agosto, mas se a gasolina recuar tudo isso, a inflação de agosto fica próxima da estabilidade. E corre o risco de o IPCA ficar no campo negativo se outras variáveis importantes apresentarem queda, como é possível que aconteça com a parte de telecomunicações, que também teve redução do ICMS e ainda não teve efeito em junho e no IPCA-15 de julho”, diz Braz, que prevê a inflação no ano caindo de 7,5% para em torno de 7,2%.

Economista prevê IPCA de -0,22% em agosto

Mirella Hirakawa, economista sênior da AZ Quest, diz que o anúncio de reajuste pela Petrobras foi de certa forma inesperado para o mercado, uma vez que os números da Abicom, associação que reúne importadores de combustíveis, indicavam defasagem positiva da gasolina em relação ao preço internacional do petróleo, referência da política de precificação da Petrobras.

A economista já previa deflação de 0,05% no IPCA de agosto por conta da redução de 4% no preço da gasolina nas refinarias a partir do dia 20 de julho e da possível queda nos preços no setor de telecomunicações. Agora, ela projeta deflação de 0,22%.

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A queda no preço da gasolina teria um impacto de -0,14 ponto percentual sobre o índice, enquanto o etanol deve contribuir com -0,3 p.p. em agosto.

“Antes esperávamos IPCA para 2022 de 7,3%, agora a expectativa é de 7,1% no ano. Essas medidas de redução de impostos e, agora, as reduções de preços de combustíveis corroboram para uma inflação que começa a convergir em direção à meta. Fica mais difícil ter novos picos de inflação.”

Na Ativa Investimentos, a projeção para o IPCA de agosto que estava zerada foi reduzida para -0,15%. No ano, a estimativa de inflação se manteve em 6,7%.

“Estamos reapurando a metodologia, visto que nem o corte de hoje nem o corte anterior estava previsto, mas aparentemente eles (Petrobras) estão considerando algumas outras coisas que nós não considerávamos anteriormente”, explica Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.

Redução do combustível para aviões deve baratear passagens

Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, explica que uma redução no preço do querosene de aviação (QAV), também anunciada ontem pela Petrobras, precisa se perenizar por 70 a 80 dias para influenciar a coleta do IPCA, visto que o IBGE faz uma pesquisa dos preços de passagens aéreas com 70 dias de antecedência.

“Precisaríamos assistir isso se perenizando para que o custo lá na frente fique menor e as companhias repassem isso para um horizonte mais longínquo. Só que, mais relevante que o próprio preço do combustível, um alívio na demanda é que pode ser responsável por uma potencial queda nos preços de passagens aéreas”, explica Sanchez, ao elencar que a inflação, inadimplência e o custo de captação do crédito estão elevados.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Mega-Sena sorteia R$ 3 milhões nesta quarta-feira; veja os números

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Mega-Sena sorteia R$ 7 milhões nesta quarta-feira
Felipe Moreno

Mega-Sena sorteia R$ 7 milhões nesta quarta-feira

A Caixa Econômica Federal realizou nesta quarta-feira (17) o sorteio 2.511 da Mega-Sena com prêmio estimado em R$ 3 milhões. A Caixa deve divulgar os vencedores nas próximas horas. Em caso de nenhum acerto das seis dezenas, o prêmio irá acumular e se aproximar de R$ 6 milhões no próximo sorteio.

04 – 10 – 15 – 39 – 41 – 49

Como participar do próximo sorteio? O próximo concurso da Mega-Sena acontece no sábado (20), às 20h. É possível apostar até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio , em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa do país.

Também é possível apostar pela internet. O bilhete simples da Mega-Sena, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

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Como apostar online na Mega-Sena? Para aqueles que apostarem pela internet, não é possível optar pela aposta mínima, de R$ 4,50. No site da Caixa, o valor mínimo para apostar na Mega-Sena é de R$ 30, seja com uma única aposta ou mais de uma. Veja aqui como apostar.

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Para fazer uma aposta maior, com 7 números, dando uma maior chance de ganhar, o preço sobe para R$ 31,50. Outra opção para atingir o preço mínimo é fazer sete apostas simples, que juntas têm o mesmo valor, R$ 31,50. Além disso, os bolões, disponíveis online, são outra opção viável.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso é realizado pela Caixa Econômica Federal e o vencedor pode receber milhões de reais se acertar as seis dezenas. Os sorteios ocorrem pelo menos duas vezes por semana – geralmente, às quartas-feiras e aos sábados. O apostador também pode ganhar prêmios com valor mais baixo caso acerte quatro ou cinco números, conhecidas como Quadra e Quina, respectivamente.

Na hora de jogar, o apostador pode escolher os números ou tentar a sorte com a Surpresinha. Esse modelo consiste na escolha automática, realizada pelo sistema, das dezenas jogadas. Outra opção é manter a mesma aposta por dois, quatro ou até oito sorteios consecutivos, conhecida como Teimosinha.

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Premiação da Mega-Sena Os prêmios costumam iniciar em, aproximadamente, R$ 3 milhões para quem acertar as seis dezenas. Dessa forma, o valor vai acumulando a cada concurso sem vencedor.

Também é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para isso, é preciso marcar de seis a 15 números do volante. O prêmio total da Mega-Sena corresponde a 43,35% da arrecadação. Deste valor:

  • 35% são distribuídos entre os acertadores dos seis números sorteados;
  • 19% entre os acertadores de cinco números (Quina);
  • 19% entre os acertadores de quatro números (Quadra);
  • 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos seis números nos concursos terminados em zero ou cinco; e
  • 5% ficam acumulado para a primeira faixa (Sena) do último concurso do ano de final zero ou cinco.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Guedes critica América Latina e vê reforma na Previdência como escape

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Ministro da Economia, Paulo Guedes critica América Latina e vê reforma da previdência como fuga para queda econômica
EDU ANDRADE/Ascom ME 10.03.2022

Ministro da Economia, Paulo Guedes critica América Latina e vê reforma da previdência como fuga para queda econômica

O ministro Paulo Guedes disse nesta quarta-feira (17) que diversos países da América Latina, como a Argentina, a Bolívia, a Venezuela, que elegeram governos de esquerda, estão “desmanchando” e que o Brasil estaria no mesmo caminho se não tivesse feito a reforma da Previdência no primeiro ano do governo. O ministro participou da TAG Summit, evento sobre investimentos promovido pela TAG Investimentos, em São Paulo.

“Se não tivéssemos feito a reforma da Previdência, de olho no fiscal, no primeiro ano de governo, o Brasil tinha dissolvido como a Argentina, que está indo no mesmo caminho da Venezuela. A América Latina está desmanchando”, afirmou o ministro.

Ele disse que a inflação no Brasil já está cedendo, com a política monetária restritiva que elevou juros, e o fiscal está no lugar. O ministro afirmou que no exterior isso ainda vai demorar muito a acontecer.

Guedes lembrou que esperava fazer as demais reformas a partir do segundo ano de governo, mas a Covid-19 chegou e tocou “fogo em tudo”. Guedes afirmou que a partir do terceiro ano de governo, estimava que o país crescesse num ritmo de 3% a 3,5% ao ano, o que não aconteceu por conta da pandemia.

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Em 2020, a economia brasileira recuou 3,9% e no ano passado cresceu 4,6%. Para este ano, o boletim Focus prevê crescimento de 2%.

Guedes disse que muita gente do mercado financeiro que previa recessão para este ano está usando modelos errados. O ministro afirmou que, depois do choque externo causado pela Covid, o atual governo mudou o eixo da economia e hoje não depende mais do investimento público para crescer.

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“Trocamos o eixo da economia e muita gente ainda está usando modelos antigos para fazer previsões. Hoje não é o investimento público que impulsiona o PIB, mas sim os investimentos privados. Quem usa modelos antigos para prever o crescimento acha que o Brasil vai estagnar. São prisioneiros do modelo antigo”, afirmou.

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Ele disse que o país contratou investimentos privados de R$ 890 bilhões para os próximos dez anos em áreas como telecomunicações, energia, cabotagem, mineração, entre outras.

Guedes afirmou que as críticas que o governo recebe são feitas pela militância, que continua jogando “pedra e torcendo para dar errado”.

“Em toda arca de Noé tem um pica-pau para ver se o barco vai afundar”, disse.

O ministro calculou que a relação dívida/PIB cresceu apenas 1,7%, mesmo com os gastos feitos durante a pandemia incluindo a criação do Auxílio Brasil, e que as despesas serão cobertas com receitas não previstas no orçamento.

“Ninguém conseguiu manter o teto na guerra da Covid. O fiscal está controlado. Temos como cobrir as despesas extraordinárias com receitas extraordinárias. Somos o primeiro governo que vai sair gastando menos do que quando entrou”, garantiu Guedes.


Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Anvisa dá aval para recall de sorvetes da Häagen-Dazs por contaminação

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Picolés e sorvetes de massa devem ser retirados das prateleiras nos próximos dias
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Picolés e sorvetes de massa devem ser retirados das prateleiras nos próximos dias

A General Mills Brasil, empresa responsável pela produção de sorvetes Häagen-Dazs, anunciou o recall em produtos da marca após diagnosticar a presença de 2-cloroetanol. A empresa já tinha iniciado o recolhimento voluntário dos produtos, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou o recall nesta quarta-feira (17).

Segundo a empresa, a investigação começou após uma testagem em um pote de sorvete de sabor baunilha, em julho deste ano. A contaminação, de acordo com a General Mills, teve origem na reutilização do solvente usado na fabricação de aroma, não havendo relação com o uso de óxido de etileno (ETO) na cadeia produtiva.

Produtos com validade entre 16/05/2023 e 29/06/2023 devem ser afetados. A empresa ainda solicitou que os clientes entre em contato para recolher o produto.

Veja os produtos afetados

  • Pote de sorvete Häagen-Dazs Belgian Chocolate – sorvete de chocolate com pedaços de chocolate (473mL).
  • Copinho de sorvete Häagen-Dazs Macadamia Nut Brittle – sorvete sabor baunilha com macadâmia crocante (100mL).
  • Pote de sorvete Häagen-Dazs Macadamia Nut Brittle – sorvete sabor baunilha com macadâmia crocante (473mL).
  • Picolé Häagen-Dazs Vanilla Caramel Almond – sorvete sabor baunilha com calda de caramelo salgado e cobertura de chocolate ao leite com amêndoas 70g (80mL).
  • Picolé Häagen-Dazs Cookies & Cream – sorvete sabor baunilha com pedaços de biscoito 70g (80mL).
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O 2-cloroetanol (2-CE) é uma substância tóxica usada para limpeza de máquinas, acetato de celulose, etilcelulose e tintas para impressão em tecidos. A substância tem sido identificada em diversos produtos alimentícios, comumente associada a utilização de óxido de etileno.

Segundo a Häagen-Dazs, o produto pode ter sido adicionado aos sorvetes na reutilização do solvente (à base de álcool e água) na extração do aroma de baunilha.

A Anvisa informou que não há estudos sobre os perigos causados pelo consumo da substância, mas não se pode descartar sua toxidade. O órgão ainda suspeita da possibilidade sobre alterações no material genético.


Fonte: IG ECONOMIA

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