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Economia

Governo de SP estuda privatização da Sabesp; Meirelles fala em “consenso”

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Henrique Meirelles, secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, falou que privatizar Sabesp é consenso no governo
Gustavo Raniere/MF – 5.9.17

Henrique Meirelles, secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, falou que privatizar Sabesp é consenso no governo

O Governo do Estado de São Paulo chegou a um consenso de que a melhor solução para a Sabesp é a privatização da empresa, afirmou nesta segunda-feira (11) o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, em entrevista.

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Meirelles disse que espera contar com o apoio do governo federal para aprovar a privatização da Sabesp
. O processo depende da aprovação da Medida Provisória (MP) 868, que retira a vantagem competitiva de estatais ao transferir para a União o poder de regulação do setor, o que é visto como necessário para viabilizar a concessão.

“As pessoas com quem eu falei em Brasília se mostraram dispostas a ajudar na aprovação da medida”, disse o otimista Meirelles. Ele reforça que seria possível privatizar a estatal mesmo em caso de a MP não ser aprovada, mas que, para isso, seriam necessárias novas conversas sobre o tema. O texto precisa ser votado ainda no primeiro semestre para não perder validade.

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“Aí teremos que ver se o melhor caminho continua sendo a privatização
ou se será melhor fazer uma capitalização na empresa”, afirmou Meirelles sobre a possibilidade da MP não ser aprovada dentro do tempo, levantando possíveis soluções futuras.

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As ações da Sabesp, que fecharam em R$ 39,21 na última sexta-feira (8), mostram alta volatilidade nesse período de definição do que será feito. Em caso de aprovação da MP e uma possível conclusão do processo de venda, esse valor deveria subir para algo em torno de R$ 48,5 e R$ 62, de acordo com nota publicada pelo banco JPMorgan. A capitalização representaria uma valorização menor para as ações da estatal.

Governo paulista também estuda outras privatizações


Governo Doria estuda privatizar ou conceder outras empresas além da Sabesp à iniciativa privada
Governo de São Paulo/Secretaria de Comunicação

Governo Doria estuda privatizar ou conceder outras empresas além da Sabesp à iniciativa privada

A equipe do governador João Doria
(PSDB) já falou em outras privatizações e concessões no Estado. Dentre elas, surgem as renovações dos processos de concessão de algumas rodovias estaduais que já são geridas pela iniciativa privada. “Queremos ver quem tem interesse em renovar antes do fim da concessão e quem não tem”, afirmou Meirelles.

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Meirelles reforçou também os planos de iniciar a privatização de presídios, assim como acontece em outros países, e de outras empresas além da Sabesp
, como a EMAE, empresa de água e energia do estado.

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Economia

PL sobre rol da ANS deve ser votado pelo Senado só no fim do mês

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PL sobre rol da ANS deve ser votado pelo Senado só no fim do mês
Marcos Oliveira/Agência Senado – 20.04.2022

PL sobre rol da ANS deve ser votado pelo Senado só no fim do mês

O Senado marcou para o dia 23 deste mês a sessão de debate sobre o projeto de lei que obriga os planos de saúde a cobrir tratamentos e procedimentos fora do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A previsão é que o PL seja votado apenas no final de agosto, no dia 29. O senador Romário (PL-RJ) foi escolhido como o relator da proposta na Casa.

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Mais cedo, o presidente da ANS, Leandro Fonseca da Silva, participou de uma reunião no Senado para debater a proposta, junto com parlamentares e entidades que representam pacientes e familiares de quem faz uso de tratamentos alternativos, que não constam na lista da agência.

A demora para a apreciação no Senado do projeto, que foi aprovado na semana passada na Câmara, tem sido vista por entidades como uma forma de esvaziar a pauta para que ela seja votada só depois das eleições, em outubro.

“Não faz sentido, porque o dia 9 é uma segunda-feira, [o Senado] vai estar esvaziado. A gente sente que está sendo adiado [o projeto] pra esvaziar o debate e pra ser votado depois das eleições”, disse a fundadora do Instituto Lagarta vira Pupa, Andréa Werner, que participou da reunião de mais cedo. “A gente está fazendo uma pressão pra que seja antecipada essa votação”.

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O projeto determina que os planos façam procedimentos fora da lista da ANS caso exista comprovação da eficácia “baseada em evidências científicas e plano terapêutico”; haja recomendações do Sistema Único de Saúde (SUS), ou exista recomendação de, no mínimo, um órgão de avaliação de tecnologias em saúde (como a FDA americana).

A proposta foi elaborada após o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu de que os serviços e tratamentos oferecidos pelos planos de saúde devem ser taxativos, isto é, precisam constar na lista da ANS. Isso desobrigou as empresas a cobrir o que não estiver no rol.

Hoje, o rol de procedimentos da ANS lista mais de 3 mil procedimentos e serviços médicos, que incluem desde consultas, exames, terapias e cirurgias a medicamentos e órteses/próteses vinculados a esses procedimentos. Esses serviços médicos devem ser obrigatoriamente ofertados pelos planos de saúde.

Com a aprovação do texto da Câmara, que determina a cobertura para os procedimentos fora da lista, tanto a ANS quanto as operadoras de saúde pressionam para que o projeto passe por mudanças no Senado. A principal delas é a mudança da redação que estabeleceria uma relação de adição nos critérios para que o plano cubra um procedimento.

Isto é, ao invés da cobertura do tratamento ser autorizada quando existir a comprovação da eficácia do mesmo ou quando existir recomendações de algum órgão fiscalizador internacional de renome, o tratamento precisaria cumprir os dois critérios para que seja coberto pelo plano.

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Posição dos senadores

De acordo com um levantamento do Instituto Lagarta vira Pupa, ao menos 27 senadores já sinalizaram que são a favor de aprovar o projeto como veio da Câmara. O relator Romário é um deles, embora afirme que escutará todos os lados da questão antes de emitir seu parecer sobre a proposta. O relatório do PL deverá ficar pronto só depois do dia 23 de agosto, quando for feita a sessão de debate sobre o rol taxativo.

Na contagem do instituto, os demais 57 senadores, equivalente a dois terços da Casa, ainda não se manifestaram sobre o tema.

A expectativa é que a base governista fique do lado da ANS e dos planos de saúde e apoie mudanças na redação do projeto que veio da Câmara. Na segunda-feira, o líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), se reuniu com o presidente da agência.

“Ele [Leandro Fonseca da Silva] colocou a preocupação de que a norma como veio redigido da Câmara está em aberto. isso vai aumentar a judicialização, porque a partir do momento, segundo a ANS, que a ATS (Avaliação de Tecnologias em Saúde) não estabelece que aquele procedimento é eficaz, vai sobrar paro Judiciário estabelecer, numa queda de braço entre plano de saúde e paciente. E geralmente quem perde é o paciente. A ideia é que a lei possa, ao contrário, reduzir a judicialização dos casos e que a gente tenha uma norma objetiva e clara pra que seja cumprida, e não pra que seja discutida”, disse Portinho, que afirmou que a questão ainda está sendo avaliada.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

CNC prevê alta nas vendas e contratações durante o Dia dos pais

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Sudeste representa mais da metade das vendas durante o período do feriado
Osni Alves

Sudeste representa mais da metade das vendas durante o período do feriado

O volume de vendas para o Dia dos Pais de 2022, a ser comemorado no próximo domingo (14), deverá atingir R$ 7,28 bilhões, o que representará alta de 5,3% em relação à mesma data no ano passado. Naquele momento, o varejo ainda sofria com o processo de volta da circulação dos consumidores. A estimativa foi divulgada hoje (9) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, disse que em termos de movimentação financeira, o Dia dos Pais é a quarta data comemorativa mais importante para o comércio varejista brasileiro. “Mesmo com a inflação elevada, a perspectiva é positiva para o setor por conta da injeção de recursos extraordinários, como os saques nas contas de FGTS, antecipação do décimo terceiro  salário de aposentados e pensionistas do INSS e ampliação do Auxílio Brasil, tanto do valor do benefício quanto do número de beneficiários”, observou.

No entendimento da CNC, esses recursos sustentam o avanço nas vendas ao longo deste ano. A entidade lembrou que a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no último mês de maio, mostrou que o faturamento real do varejo já tinha atingido 3,9% acima do volume registrado às vésperas da pandemia, em fevereiro de 2020 e 3,0% maior do que em agosto do ano passado.

Para o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fábio Bentes, o fim da pandemia pode explicar a alta prevista nas vendas para o Dia dos Pais. “Praticamente todo o fluxo de consumidores perdido ao longo das fases mais agudas da crise sanitária foi restabelecido”, explicou.

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Conforme a CNC, indicadores do Google apontaram, que ao fim de julho deste ano, a circulação de consumidores em estabelecimentos voltados para o consumo era 1,7% maior que o patamar notado às vésperas do início da pandemia. Segundo a CNC, o cenário é significativamente diferente dos constatados em períodos semelhantes de 2021, quando houve queda de 12,4% e 2020 que teve recuo de 35,9%.

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Contratações temporárias Não são só as vendas que devem aumentar. A CNC estimou que as contratações de trabalhadores temporários também devem evoluir. A expectativa é a criação de 18,5 mil vagas temporárias para atender à demanda sazonal das vendas. Se o número se confirmar, será o maior contingente desde 2014, quando alcançou 20,3 mil. Entre os estabelecimentos hiper e supermercados com 8,2 mil e vestuário com 7,8 mil são os que mais apostaram na contratação. O salário de admissão está entre R$ 1.638 na média do varejo. O valor significa aumento de 1,2% em termos nominais frente ao mesmo período do ano passado.

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Presentes A inflação vai impactar os preços e a cesta de bens e serviços relacionados à data deverá subir 8,6% na comparação ao ano passado. O percentual é a maior variação deste grupo específico de bens ou serviços desde 2016, quando registrou o mesmo patamar de alta. Apenas computadores pessoais estão mais baratos do que em 2021 (2,4% a menos) entre os 13 itens analisados. As altas mais expressivas estão nas roupas masculinas, que subiram 21,9%, os tênis, com avanço de 18,2%, e as bebidas alcoólicas com elevação de 17%.

Conforme a CNC, apesar do segmento de vestuário, calçados e acessórios ainda não ter recuperado o ritmo de antes da pandemia, em maio deste ano, o volume de vendas ainda era 7,7% inferior ao de fevereiro de 2020, 43,7% do total de vendas para o Dia dos Pais estarão relacionados ao rendimento dessas lojas com faturamento de R$ 3,18 bilhões. Na sequência, estão os ramos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,24 bilhão) e produtos de perfumaria e cosméticos (R$ 1,07 bilhão).

Regiões O Sudeste vai responder por mais da metade das vendas. São Paulo com R$ 2,33 bilhões, Minas Gerais com R$ 662,7 milhões e Rio de Janeiro com R$ 612,5 milhões, somados tendem a alcançar 51,3% da movimentação financeira com a data neste ano. “As principais unidades da Federação deverão acusar avanços reais em relação ao ano passado, com destaque para as taxas esperadas no Ceará (+17,2%), Espírito Santo (+12,2%) e Rio Grande do Sul (+11,0%)”, completou a CNC.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Lula sobre PEC: ‘maior distribuição de dinheiro desde o Império’

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Lula sobre PEC Eleitoral: 'maior distribuição de dinheiro desde o Império'
Reprodução Redes Sociais – 09.08.2022

Lula sobre PEC Eleitoral: ‘maior distribuição de dinheiro desde o Império’

O candidato à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou nesta terça-feira (9) a ‘PEC Eleitoral’ de “a maior distribuição de dinheiro que uma campanha política já viu desde o fim do Império”. A declaração foi feita durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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 “Vamos concorrer em uma eleição vendo um dos adversários, para não citar o nome, fazendo a maior distribuição de dinheiro que uma campanha política já viu desde o fim do Império. Não há precedentes na História do Brasil de alguém que, faltando 57 dias para as eleições, resolva fazer uma distribuição de R$ 50 e poucos bilhões em um benefício que só dura até dezembro”, afirmou Lula.

“Há de se perguntar se o povo aceitará pacificamente a retirada de um benefício que ele só está recebendo por conta das eleições”, criticou ainda.

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A PEC Eleitoral foi promulgada pelo Congresso no mês passado, e alguns dos benefícios já começam a valer a partir desta terça-feira. A proposta instuitiu estado de emergência e permitiu que o governo ampliasse benefícios sociais em ano eleitoral.

Com isso, o valor do Auxílio Brasil aumentou de R$ 400 para R$ 600, e o vale-gás passou a oferecer um benefício equivalente ao preço médio nacional de um botijão de gás de 13kg (e não mais à metade dele). A PEC também permitiu criar um auxílio de R$ 1 mil mensais a caminoneiros e a taxistas.

Reformas administrativa e tributária

Durante a sabatina, o petista foi questionado por empresários sobre as reformas administrativa e tributária e disse que irá apoiar as duas agendas. “Vamos ter que fazer uma reforma administrativa, sim. Tem pouca gente ganhando muito e muita gente ganhando pouco”, afirmou.

Sobre a reforma tributária disse: “Eu espero que a gente faça juntos, para que ela seja justa para todos. Mas alguém vai ter que pagar a conta. Quem é mais rico vai ter que pagar a conta”.

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Carta pela democracia

O ex-presidente  ainda defendeu manifestos em defesa da democracia articulados pela própria Fiesp e pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).

Ontem, durante encontro com banqueiros na Federação Brasileira de Bancos (Febraban),  Bolsonaro chamou os documentos de “cartinha”. “Quem quer ser democrata, não tem que assinar cartinha, não”, declarou ele.

A Febraban havia anunciado apoio ao documento da Fiesp, e alguns banqueiros também estão entre os signatários da carta da Faculdade de Direito da USP.

“Como a gente pode viver em um país em que o presidente conta sete mentiras todo dia, e com a maior desfaçatez? Que chama uma carta pela defesa da democracia de ‘cartinha’?”, questionou Lula.

“Quem sabe a carta que ele gostaria de ter é uma carta feita por milicianos no Rio de Janeiro, e não uma carta feita por empresários, intelectuais, sindicalistas, defendendo o regime democrático e a urna eletrônica, que até agora está provado que é um dos sistemas mais perfeitos que existem no mundo.”

Fonte: IG ECONOMIA

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