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Política Nacional

Lula e Bolsonaro recorrem ao agronegócio para alavancar campanhas

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Agro é a esperança das campanhas para buscar doações e alavancar candidatos
Reprodução: iG Minas Gerais

Agro é a esperança das campanhas para buscar doações e alavancar candidatos

Responsável por cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do país, o agronegócio tem sido alvo de uma intensa disputa nos bastidores entre as duas campanhas presidenciais que despontam nas pesquisas. De um lado, Jair Bolsonaro (PL) busca reforçar os laços com empresários do setor, um dos pilares do seu governo, e aliados do presidente já promoveram ao menos três encontros de arrecadação de recursos organizados por meio de grupos de WhatsApp. Do outro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta driblar resistências do segmento e atrair apoios relevantes como o de integrantes do grupo Amaggi, uma das maiores empresas exportadoras de soja do mundo.

A estratégia da campanha petista é levar o candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), a encontros nas regiões Centro-Oeste e Sul, onde o agronegócio tem mais relevância. O próprio ex-presidente também tem se empenhado pessoalmente em tentar reduzir sua rejeição com atores relevantes do setor.

Proprietário da Petrovina Sementes, uma das dez maiores empresas de sementes de soja do Brasil, com faturamento anual de R$ 500 milhões, Carlos Augustin esteve com Lula em 20 de janeiro. Em duas horas de conversa no escritório do advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin, em São Paulo, ouviu de Lula que, aos 76 anos e saído da prisão, não retornaria ao Planalto para revanchismo — a promessa foi de um governo de pacificação e de centro. Na sequência, segundo Augustin, o petista perguntou o que poderia fazer para se aproximar. Augustin disse ter saído da reunião sensibilizado.

“Foi uma surpresa o que ele disse”, resumiu o empresário.

A semente plantada por Lula no início do ano deu frutos recentemente. Há duas semanas, o candidato do PT e Augustin voltaram a se encontrar, desta vez em um hotel em Brasília, onde o ex-presidente recebeu o apoio do senador licenciado Carlos Fávaro (PSD-MT) e do deputado Neri Geller (PP-MT), ligados ao agronegócio. A aliança foi avalizada por outro empresário relevante do setor: Blairo Maggi, ex-ministro da Agricultura e filho da empresária Lucia Maggi, fundadora do Grupo Amaggi, apontada como a mulher mais rica do Brasil pela revista Forbes.

No último dia 22, Fávaro, Geller e Augustin se reuniram em São Paulo com Aloizio Mercadante, coordenador do plano de governo petista, para levar sugestões ao setor. Entre as propostas discutidas, estão a conversão de áreas de pastagem em de cultivo e o restabelecimento de ações comerciais sadias com a China — um ponto de insatisfação do agronegócio com Bolsonaro.

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Por outro lado, entre grandes produtores rurais há a percepção de que Lula, embora adote um discurso moderado em conversas reservadas, mantém discursos considerados contrários aos interesses de empresários do setor.

“Se Lula vier com discurso que propriedade privada produtiva será inviolável, que o governo vai apoiar a exportação, vai dizer tudo aquilo que o produtor quer ouvir”, afirma Gilson Pinesso, dono de uma área de 52 mil hectares em Mato Grosso, acrescentando que votará em quem “tiver a melhor proposta”.

Arrecadação

Diante do flerte de integrantes do agro com Lula, a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP), candidata ao Senado pelo Mato Grosso do Sul, garante que o presidente tem apoio majoritário entre os produtores rurais. Pressionada por integrantes da campanha de Bolsonaro, ela passou a organizar eventos com empresários do setor com o intuito de arrecadar recursos para o candidato do PL.

“Ninguém tem apoio unânime, mas o presidente Bolsonaro tem no agro a grande maioria dos produtores rurais, pessoa física. Pode ter alguma pessoa jurídica que não está, mas o apoio é de mais de 90%”, diz a ex-ministra.

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O primeiro encontro, em março, ocorreu durante um churrasco na casa da médica Adriana Sousa e Silva, no Lago Sul, em Brasília. O evento reuniu lideranças do agronegócio como Reinaldo Morais, dono da Suinobras, conhecido como “rei do porco”, e da campanha de Bolsonaro, como Valdemar Costa Neto, presidente do PL.

Em determinado momento, Bolsonaro telefonou para agradecer aos presentes e a sua voz foi amplificada por caixas de som. Pessoas presentes no evento disseram que em nenhum momento o presidente pediu dinheiro.

Outra reunião aconteceu em maio, na casa de Fernando Marques, dono do laboratório União Química, e contou com a presença de Bolsonaro por cerca de meia hora. O almoço foi convocado por meio de um grupo de WhatsApp intitulado “Empreendedores do Brasil”.

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O canal de contato foi criado pelo ex-senador Cidinho Santos, que tem negócios no setor de avicultura, e reúne cerca de 250 grandes empresários do agronegócio e de outros ramos como o dono da Havan, Luciano Hang, além de artistas como os sertanejos Bruno, Marrone e Leonardo.

“O interesse é de um país melhor, e não de fazer negócio com o governo. Vou doar 10% da minha receita anual bruta como pessoa física”, afirma um dos presentes ao almoço, Maurício Tonhá, dono de uma empresa de leilões de gado.

Alguns empresários dos setor, contudo, dizem que ainda tem evitado efetuar doações direto para a conta do PL com receio de os recursos serem direcionados para outros candidatos do partido.

“As pessoas querem doar para Bolsonaro, e não para o Valdemar, do PL”, diz o secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia.

Um terceiro evento de arrecadação para a campanha de reeleição do presidente aconteceu em São Paulo, em junho. Foi um jantar no apartamento do empresário Rui Denardin, CEO do Grupo Mônaco, do setor de transportes. O presidente, porém, não compareceu. Nesta semana, ruralistas também se organizam em Ribeirão Preto (SP): vão arrecadar recursos para a confecção de bonés e camisetas de campanha.

Simone e Ciro 

Enquanto Bolsonaro e Lula disputam a preferência do agronegócio, Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) engatinham na interlocução com o setor. No caso do pedetista, entre as propostas de campanha já divulgadas, está a compra da sobra de produção de alimentos para montar estoques reguladores.

O ex-ministro, porém, enfrenta resistências no segmento após chamar de “bandidos” produtores que apoiaram ato pró-governo no ano passado e ter trocado insultos com frequentadores da feira Agrishow, em Ribeirão Preto.

A campanha de Tebet, por sua vez, aposta no fato de a candidata ser produtora rural para atrair apoio do setor. A senadora do Mato Grosso do Sul pretende reforçar propostas de melhorias em infraestrutura e logística para solucionar gargalos de transporte no segmento. A emedebista, porém, tem enfrentado o ceticismo até mesmo de integrates do seu partido.

“Bolsonaro falou uma linguagem do agro e (adotou) uma postura muito voltada ao setor”, afirma o deputado Sergio Souza (MDB-PR), líder da bancada ruralista, que admite que não se engajará na campanha de Tebet.


Fonte: IG Política

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Política Nacional

Candidatos às eleições 2022 vão receber propostas para combater a fome

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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas. Dep. Erika Kokay PT-DF
Érika Kokay: “Mobilização social pode transformar naturalização da fome”

Candidatos aos governos estaduais e à Presidência da República nas eleições gerais deste ano são os destinatários de 92 propostas, elaboradas pela ONG Ação da Cidadania, sobre o combate à fome. Elas foram discutidas em reunião técnica da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9).

As sugestões compõem a segunda edição da chamada Agenda Betinho, batizada em homenagem ao fundador da organização não governamental. Elas levam em conta estatística recente da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar que mostra 33 milhões de brasileiros em situação grave de fome, o que corresponde a 15% da população.

A primeira edição da agenda, distribuída em 2020 aos candidatos a prefeito, tinha 40 itens. Coordenador da Ação da Cidadania no Distrito Federal, José Ivan de Aquino afirmou que os efeitos da pandemia agravaram a insegurança alimentar no País e que as doações diminuíram significativamente.

“A sociedade brasileira sempre foi muito solidária, mas, neste momento, muita gente que era contribuinte passou a depender de doação ou teve o seu orçamento doméstico reduzido e precisa trabalhar pela própria sobrevivência”, afirmou.

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Em contrapartida, segundo José Ivan, algumas empresas grandes começaram a contribuir. Uma novidade lançada pela Ação da Cidadania é a chamada campanha “15 por 15“, na qual as pessoas doam 15 minutos do seu tempo pelos 15% da população que passam fome. A contribuição pode vir através da divulgação das campanhas de doação ou do trabalho voluntário ajudando na organização de um comitê de arrecadação no lugar onde moram.

Durante a reunião, a deputada Erika Kokay (PT-DF) destacou a importância da mobilização da sociedade para transformar o que chamou de “naturalização da fome”. “A fome é uma das expressões mais agudas da desumanização. O Brasil por muito tempo naturalizou a fome para justificar as violações de direitos. Ao não ser percebida, a fome vai se perenizando e a mobilização da sociedade é fundamental pra transformar essa naturalização, para termos um Brasil sem fome e para propormos uma agenda ao próprio estado de combate à fome”, disse.

Propostas
Entre as pautas fundamentais para combater a fome, Kokay destacou restrições aos agrotóxicos, a valorização da agricultura familiar, a preservação das comunidades tradicionais, a reforma agrária e a geração de empregos.
“Quando a gente fala no Brasil sem fome, a gente está falando do Brasil que a gente quer”, concluiu.

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José Ivan de Aquino lembra que a segurança alimentar está incluída na Constituição Federal como um direito humano e destaca algumas iniciativas do Congresso, como a Frente Parlamentar Mista de Combate à Fome e à Miséria, além de propostas legislativas que estão sendo examinadas, como as que criam a economia solidária. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 69/19, já aprovada pelo Senado, inclui a economia solidária entre os princípios da ordem econômica nacional. Já o Projeto de Lei 6606/19 cria a Política Nacional de Economia Solidária (PNES) e o Sistema Nacional de Economia Solidária (Sinaes), além de regulamentar empreendimentos desse tipo.

A reunião sobre insegurança alimentar feita pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara aconteceu no dia em que se completaram 25 anos da morte de Herbert de Sousa, o Betinho, por complicações de saúde em decorrência da contaminação pelo vírus HIV.

Reportagem – Claudio Ferreira
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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Política Nacional

Projeto prevê que participante de previdência complementar poderá escolher regime de tributação

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Depositphotos
Trabalho - previdência - aposentadoria - idosos
Proposta trata de previdência complementar, seguro de vida e aposentadoria programada

O Projeto de Lei 5503/19 autoriza os participantes e assistidos de planos de previdência complementar a optar pelo regime de tributação (progressivo ou regressivo) na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. Já aprovado no Senado, o texto tramita agora na Câmara dos Deputados.

A nova regra valerá para valores acumulados em planos operados por entidade de previdência complementar, por sociedade seguradora ou em fundo de aposentadoria programada individual (Fapi).

De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a proposição tem por objetivo facilitar a tomada de decisão do participante de plano de previdência complementar em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária.

Hoje o estabelecido é que a escolha tem que ser efetuada até o último dia útil do mês subsequente ao do ingresso no plano. A regra consta na Lei 11.053, de 2004.

Nova escolha
Para os participantes que já fizeram a opção, a proposta permite nova escolha até o momento da obtenção do benefício ou da requisição do primeiro resgate feita após a da futura lei.

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A proposta também autoriza que os assistidos ou representantes legais exerçam essa escolha em situações especiais, como no caso de falecimento do participante.

A escolha do regime de tributação se aplica também aos segurados de planos de seguro de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência.

Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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PDT entra com ação contra post que associa Ciro à violência doméstica

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PDT entra na Justiça para proteger Ciro
Divulgação

PDT entra na Justiça para proteger Ciro

O PDT entrou com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para proibir a publicação e compartilhamento de um vídeo que tenta ligar o candidato Ciro Gomes a episódios de violência doméstica contra mulheres.

De acordo com o documento produzido pelo partido, um perfil no Instagram postou uma montagem em que o ex-governador do Ceará está dançando uma marchinha de Carnaval. Na sequência, aparece uma letra que insinua que Ciro agride mulheres.

“Vou começar a bater em mulher, vou começar a bater em mulher”, diz a canção. A tentativa de associá-lo a esse tipo de crime não é uma novidade.

“Não é difícil perceber que a intenção do representado em veicular a propaganda antecipada negativa objeto desta representação eleitoral não é outra, senão a de imputar ao senhor Ciro Gomes a pecha de agressor de mulheres, em descompasso com a própria realidade factual”, disse a defesa dele.

Em 2018, a ex-esposa do candidato, Patrícia Pillar, afirmou publicamente que os rumores de que teria sido violentada pelo ex-marido não eram verdadeiras.

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Esse tipo de boato surgiu em 2002, quando Gomes afirmou que o “papel principal” da atriz “era dormir com ele”. No ano passado, ele chegou a dizer que a piada tinha sido de muito “mau gosto”.

“Há quase 20 anos, fiz uma piada de mau gosto com Patrícia Pillar, na época minha companheira, me desculpei publicamente, e vida que segue. Menos para meus adversários que não param de acrescentar fake news a esse episódio”, declarou o presidenciável na ocasião.

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Fonte: IG Política

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