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Luciano Bivar (à esquerda) e Lula
Foto: União Brasil e Ricardo Stuckert/Montagem iG – 29.07.2022

Luciano Bivar (à esquerda) e Lula

Numa articulação para aumentar suas chances de vencer no primeiro turno, o pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, iniciou um movimento de aproximação com o União Brasil, de olho na retirada da candidatura de Luciano Bivar (União-PE) ao Palácio do Planalto.

Pela costura, Bivar trocaria a corrida à Presidência por uma tentativa de reeleição a deputado federal, com ajuda do PT em Pernambuco, onde Lula tem forte influência no eleitorado. Para o petista, cuja possibilidade de vitória em primeiro turno está na margem de erro, segundo a pesquisa Datafolha divulgada ontem, a retirada de outros candidatos pode ser importante, ainda que Bivar sequer tenha pontuado no levantamento.

Uma outra parte da articulação, que envolveria um apoio formal do União Brasil a Lula ainda no primeiro turno, é bem mais difícil de prosperar. Isso porque o União, dono da maior fatia de tempo de TV, precisaria do aval de três quintos de seus dirigentes para a aliança se concretizar — margem que hoje não existe, segundo líderes da legenda.

Ainda na tentativa de reduzir o número de concorrentes na disputa presidencial, Lula vem insistindo em convencer o presidenciável do Avante, André Janones, a também desistir. Após Janones contar, em entrevista à GloboNews, que se encontrou com o petista há algumas semanas, Lula ontem respondeu nas redes sociais uma publicação do deputado em que ele propunha tornar permanente o auxílio emergencial: “Fico feliz. Essa também é a causa que me motiva na política, estamos juntos nisso. Vamos conversar”, escreveu Lula. Janones marcou 1% no Datafolha de ontem.

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Entraves para aliança

Além da falta de votos na cúpula do União Brasil, a tentativa de Lula de atrair o partido no primeiro turno esbarraria em uma série de obstáculos nos estados. Neste sentido, há dificuldades para quadros importantes da legenda se juntarem ao projeto, como o governador Ronaldo Caiado, em Goiás, que disputará a reeleição e sempre apresentou um discurso antagonista a projetos de esquerda.

O União foi criado a partir da fusão do PSL com DEM. Em 2018, Bivar, que era chefe do PSL, abriu as portas da sigla para Jair Bolsonaro disputar a eleição. Embora tenha rompido com o presidente da República, há rejeição de boa parte da sigla ao PT.

Em Alagoas, no Ceará, na Bahia, em Mato Grosso e outros estados também haveria entraves para o acordo entre União e PT. Na Bahia, onde o União tem o ex-prefeito de Salvador ACM Neto como candidato a governador, o PT precisaria retirar a candidatura de Jerônimo Rodrigues, o que não deve acontecer.

Em Mato Grosso, o pré-candidato ao governo do estado Mauro Mendes (União) já declarou até mesmo apoio a Bolsonaro.

Segundo interlocutores do União Brasil, Lula fez o gesto de aproximação em conversa com o presidente interino da sigla, Antonio Rueda. Bivar, então, teria ficado empolgado com a pespectiva. Procurado pelo GLOBO, ele não retornou.

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Se o acordo ficar apenas na desistência de Bivar, sua nova candidatura a deputado federal ainda depende de acertos em Pernambuco. No estado, o partido tem dois candidatos considerados mais competitivos: o ex-ministro da Educação Mendonça Filho e o ex-ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho. A entrada de Bivar alteraria as perspectivas para a eleição e poderia afetar até mesmo a candidatura de Miguel Coelho, que disputará o governo do estado.

Em São Paulo, por outro lado, o presidente do diretório do União Brasil, Junior Bozella, vê a articulação com o PT bons olhos. O partido chegou a negociar uma parceria para indicar o vice de Rodrigo Garcia (PSDB), mas até agora não prosperou.

Desde o início do ano, Bivar tem emitido sinais conflitantes e sem critérios ideológicos. Ele filiou o ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro para fazê-lo candidato à Presidência. Com a rejeição dos quadros da legenda à empreitada, sobrou a Moro uma candidatura a deputado federal ou senador. O ex-ministro de Bolsonaro é um dos principais adversários políticos de Lula e será um dos maiores opositores à eventual aproximação.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Projeto permite que valor arrecadado com multa financie pagamento por serviços ambientais

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Elaine Menke/Câmara do Deputados
O papel do financiamento na retomada do crescimento da economia. Dep. Jose Mario Schreiner MDB - GO
Jose Mario Schreiner, autor do projeto de lei

O Projeto de Lei 1506/22 permite que os valores arrecadados com multas ambientais sejam usados para financiar o pagamento por serviços ambientais. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

A proposta também permite a conversão das multas em ações do Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais (PFPSA). Com a medida, o autuado terá descontos na multa ao financiar ações previstas no PFPSA.

O pagamento por serviços ambientais é um instrumento financeiro regulado pela Lei 14.119/21, que remunera produtores rurais, agricultores familiares e comunidades tradicionais que preservam a sua área.

O texto é do deputado Jose Mario Schreiner (MDB-GO). Ele afirma que o objetivo é ampliar o número de fontes de financiamento da Política Nacional de Pagamentos por Serviços Ambientais (PNPSA), que foi instituída pela Lei 14.119/21.

“A aprovação deste projeto de lei trará uma nova fonte de pagamento por serviços ambientais, dinamizando ainda mais o desenvolvimento sustentável no País, com mais empregos e mais incentivos a práticas ecológicas”, diz Schreiner.

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Ele lembra ainda que dispositivo semelhante estava presente no projeto de lei que deu origem à Lei 14.119/21, mas acabou derrubado durante a votação da matéria no Plenário da Câmara.

Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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Política Nacional

“A fome é séria na Europa. Sem o Brasil, passam fome”, diz Bolsonaro

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Jair Bolsonaro citou Macron em seu discurso
Reprodução/YouTube – 17.08.2022

Jair Bolsonaro citou Macron em seu discurso

Nesta quarta-feira (17), o presidente Jair Bolsonaro alfinetou o presidente da França, Emmanuel Macron, e afirmou que a Europa tem passado por problemas de abastecimento, correndo sério risco da população passar fome. Na opinião dele, o continente europeu necessita do Brasil.

“Há 40 dias, pegou fogo nas poucas florestas da França. Imagina se fosse ao contrário, o que diria o Macron daqui do Brasil. Nós lamentamos, até porque tudo isso está associado à onda de calor, e tem matado muita gente […] Eles estão com problemas sérios e começa a aparecer o fantasma do desabastecimento”, disse o presidente.

Após provocar o presidente francês, Bolsonaro explicou ao público que os incêndios atingiram outros países, como a Espanha. Ele então comentou que os líderes europeus querem fechar o mais rápido possível um acordo com o Mercosul para resolver o problema de desabastecimento. “A fome não é apenas uma preocupação, é uma coisa muito séria na Europa no momento. O mundo sabe que sem o Brasil, eles passam fome”, completou.

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A fala foi feita durante a reunião com prefeitos de cidades brasileiras no hotel Royal Tulip, em Brasília.

Bolsonaro cutuca Alckmin e Lula

Durante seu discurso, o chefe do executivo federal resolveu defender as ações do seu governo no combate à corrupção e aproveitou para provocar Geraldo Alckmin (PSB) e mandar indireta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Alguns querem voltar? Voltar para que? Voltar para a cena do crime, como disse o seu Geraldo Alckmin? Parece que é o que alguns querem no Brasil”, comentou.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Maioria dos candidatos ao Senado é formada por homens brancos, casados e com ensino superior

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Eleições 2022

Segundo a Justiça Eleitoral, 235 candidatos vão disputar uma das 27 vagas ao Senado em outubro. A maioria é formada por homens brancos, casados e com o ensino superior. A grande parte é formada por políticos, empresários, servidores públicos e médicos. O consultor do Senado, Arlindo Fernandes, afirmou que o perfil dos candidatos é quase o mesmo da legislatura atual. Ao citar que apenas 10% dos postulantes ao Senado são negros, o senador Paulo Paim (PT-RS) destacou que houve um pequeno aumento de pessoas pretas disputando cargos políticos no país como um todo.

Fonte: Agência Senado

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