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Na manhã desta terça-feira (12) foi dado início ao Fórum Mulher em Foco, ação de qualidade de vida no trabalho promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher do Senado. Cerca de 100 pessoas prestigiaram a abertura.

Durante três dias, as servidoras da ANTT terão a oportunidade de conhecer as iniciativas do Senado em favor da igualdade de gênero e raça. As atividades incluem oficinas de ascensão profissional e saúde e a exibição do filme “Chega de Fiu-Fiu”, de Amanda Kamanchek e Fernanda Frazão. A produção é uma iniciativa da ONG Think Olga que mapeou os pontos de metrô em que as mulheres eram assediadas no metrô de São Paulo.

Única mulher entre cinco diretores da ANTT, Elisabeth Braga disse que as servidoras perfazem 37% do corpo funcional da agência. “A tradição é de que a infraestrutura é uma área masculina”, disse. Ela lembrou estudos que estimam um prazo de 76 anos para a sociedade alcançar a igualdade de gênero e defendeu iniciativas para acelerar o processo.

Em 2017, a agência aderiu ao Programa de Pró-Equidade de Gênero e Raça e adotou medida para facilitar a vida das servidoras que têm filhos. Mães de crianças de até 7 anos têm a jornada reduzida para se dedicar à maternidade.

Iniciativas

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Coordenadora da Procuradoria da Mulher, Rita Polli disse que um dos objetivos do órgão é aproximar o Legislativo dos outros poderes. Ela destacou a importância do trabalho da ANTT para as mulheres. “A violência contra a mulher é onipresente. Acontece no espaço da casa, acontece no espaço do trabalho e também no deslocamento entre eles”, disse.

Para ela, só a participação, organização e atuação conjunta das mulheres pode promover mudanças que correspondam a seus anseios. “Iniciativas legislativas como a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006) ou como a Lei do Feminicídio (Lei 13.104, de 2015) não teriam nascido de uma iniciativa masculina, infelizmente”, disse.

Cultura organizacional

Roberta Viegas, presidente do Comitê Permanente de Permanente de Equidade de Gênero e Raça do Senado, falou sobre a história do órgão, criado em 2015. “A ideia é promover uma mudança na cultura organizacional do Senado, para que homens e mulheres sejam tratados com equidade e possam alcançar os objetivos que quiserem”, disse, citando a parceria com a Procuradoria da Mulher.

Segundo ela, o Comitê tem tido sucesso em promover o debate interno sobre uso do tempo, divisão do trabalho, ascensão profissional e assédio no ambiente de trabalho, onde o foco maior é a prevenção do assédio moral ou sexual.

Maria Therezinha Nunes, gestora do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do Senado, disse que as ações do Senado pela igualdade de gênero vão além dos projetos de lei. “O Senado é uma instituição que levou mais de 180 anos para ter uma diretora-geral, por razões que têm a ver com o domínio patriarcal na sociedade brasileira, que fazia a mulher precisar de autorização para entrar no mercado de trabalho”, analisou.

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Segundo ela, um recenseamento em que os servidores declararam gênero e raça foi fundamental para mapear a distribuição desigual dos servidores nos cargos do Senado. “O programa tem que ser vinculado à alta cúpula, que é quem pode respaldar as nossas ações de mudança da cultura organizacional”, disse Therezinha.

Programação

Após a abertura, a gestora Maria Therezinha e a jornalista Ramíla Moura, chefe da Assessoria de Comunicação da Administração de Brasília, promoveram a oficina “Desafios para a Ascensão Profissional de Mulheres”.

Na manhã da quarta-feira (13), a coordenadora da Procuradoria da Mulher, Rita Polli, que é jornalista e fisiotereapeuta, ministra a oficina “Saúde da Mulher: Autonomia no Corpo e na Vida”. Na tarde da quinta-feira (14), Amanda Kamanchek, uma das diretoras do filme “Chega de Fiu-fiu” acompanhará a exibição e debaterá o filme com o público, no encerramento do Fórum Mulher em Foco.

Da assessoria de imprensa da Procuradoria Especial da Mulher do Senado

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Política Nacional

Câmara do Rio cassa mandato de vereador de Gabriel Monteiro

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Denúncia de MP afirma que Gabriel Monteiro
Reginaldo Pimenta / Agência O Dia

Denúncia de MP afirma que Gabriel Monteiro “de forma livre e consciente” filmou cena de sexo explícito Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia

Com 48 votos, a Câmara de Vereadores do Rio decidiu, na noite desta quinta-feira (18), pela cassação do mandato de  Gabriel Monteiro (PL) por quebra de decoro parlamentar. Somente o vereador Chagas Bola votou a favor.

O agora ex-vereador é investigado por filmar e ter relações sexuais com uma adolescente de 15 anos, estupro e por forjar vídeos na internet. Com a decisão, Monteiro se torna inelegível ao cargo de vereador por oito anos, no entanto, ainda pode concorrer ao cargo de deputado federal nas eleições de 2022.

Essa é a segunda vez que um vereador é cassado na história da Câmara. A primeira vez aconteceu em 2021, quando o agora ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, Dr. Jairinho, também teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar. Ele está preso desde abril, acusado de torturar e matar o enteado, Henry Borel, de 4 anos, no apartamento onde vivia com a mãe da criança, Monique Medeiros — também presa pelo crime.

No lugar de Monteiro, quem deve assumir é o suplente Matheus Floriano, que deve ser convocado para a diplomação no cargo de vereador nos próximos dias.

A sessão

O agora ex-vereador permaneceu inquieto e de cabeça baixa na maior parte da sessão, quase sempre ao telefone. Antes da votação, Gabriel Monteiro teria tentado, sem sucesso, reverter votos pela sua cassação. A campanha correu também dentro do plenário, em que o parlamentar foi flagrado conversando ao pé do ouvido com colegas vereadores, entre eles Márcio Santos e Chagas Bola.

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A sessão na Câmara do Rio, iniciada às 16h desta quinta-feira (18), foi marcada por clima hostil entre apoiadores de Gabriel, manifestantes e vereadores presentes. Por vários momentos as falas dos parlamentares, que têm 15 minutos para discursar sobre o relatório, foram interrompidas até que os gritos fossem cessados. Por conta disso, a votação atrasou.

O presidente da Câmara Municipal, Carlo Caiado (sem partido), também precisou intervir e ameaçou retirar as pessoas que não respeitassem o pedido de silêncio. “Eu peço que a segurança possa identificar quem não estiver respeitando. Que esses possam ser retirados”, disse Caiado.

No momento da sua defesa, o tempo de fala de Monteiro também foi interrompido em diversos momentos por gritos de “estuprador” e “pedófilo”. O ex-vereador iniciou o discurso falando sobre os ex-assessores. “Poucas pessoas me conhecem de fato, poucas sabem quem é o Gabriel Monteiro de Oliveira. Ele [se referendo a um de seus assessores que estava na galeria] sabe que eu jamais ameaçaria a família dele ou faria algum mal. A prova é que meus ex-assessores estão aqui. Se um dia eles precisarem, eu faria de tudo para ajudar, eles sabem que não sou pedófilo, estuprador e matador”.

Gabriel voltou a insinuar que os outros vereadores precisavam se colocar no lugar dele. Ele se coloca como vítima dos próprios ex-assessores. “Eu só peço que os senhores não me joguem para a cova dos leões, se não tem condenação, se não tem provas fatais sobre mim. Hoje, venho humildemente pedir aos senhores para continuar o meu mandato e ser um vereador melhor a cada dia”, disse ele durante o discurso.

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Ao fim das duas horas disponibilizadas pela defesa, foi a vez dos líderes de partidos discursarem sobre a recomendação de voto. Um dos discursos foi Tarcísio 

“Não vamos cair aqui nessa balela de que essa decisão é única e exclusivamente a opinião de um vereador. Gabriel Monteiro deve perder o seu mandato por falta de decoro e ética. Não estamos julgando o vereador pelos crimes aqui citados, isso cabe à Justiça”, disse.

O vereador ainda citou as menores que Gabriel se relacionou: “Novinhas são crianças, novinhas são adolescentes e não podem ser troféus. Se fosse um professor que fizesse o mesmo, mostrasse o pênis para outros, que fizesse sexo com menores e filmasse, pediríamos para ele ser suspenso? Não, pediríamos para afastá-lo. Isso é um absurdo o que ele fez aqui, que é tirar de contexto um áudio de uma vítima de estupro. Por tudo isso, a bancada do PSOL encaminha pela cassação do mandato.”

A vereadora Laura Carneiro também discursou. “Como pode, ele vir aqui para desqualificar a vítima. Ele pergunta: ‘porque eu gravaria e criaria prova contra mim’. Vocês acham que o que? Que a mulher filmou seu próprio estupro. Vocês imaginam o que é uma mulher ter que provar que foi estuprada”, questionou.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Roberto Jefferson pode ter registro de candidatura negada pelo TSE

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 Ex-deputado Roberto Jefferson
Reprodução/PTB

Ex-deputado Roberto Jefferson

O Ministério Público Eleitoral pediu nesta quinta-feira que o  Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indefira o registro da candidatura do  ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) à Presidência da República. No pedido, assinado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gonet, o MP Eleitoral também requer que o político seja proibido de usar os recursos de campanha custeados pelo erário.

O vice-procurador-geral eleitoral Paulo Gonet argumenta que a condenação do mensalão ainda mantém Roberto Jefferson inelegível até 2023.

Apesar de a pena de Jefferson ter sido extinta por um indulto concedido em 2016, a PGE argumenta que esse perdão não livra o candidato da inelegibilidade, porque não afeta os efeitos secundários da condenação.

“Dadas essas premissas, é inequívoco que o registro da candidatura de Roberto Jefferson Monteiro Francisco ao cargo de presidente da República nas eleições de 2022, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), deve ser indeferido”, conclui.

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A situação é semelhante à do candidato ao Senado pelo PTB no Rio Daniel Silveira, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal mas teve sua pena perdoada por um decreto de indulto editado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) .

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Datafolha: no 2º turno, Lula tem 54% contra 37% de Bolsonaro

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Jair Bolsonaro e Lula
Foto: Alan Santos e Ricardo Stuckert

Jair Bolsonaro e Lula

Em caso de 2º turno, o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 54% das intenções de voto, enquanto o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), tem 37%, segundo o Datafolha . Na pesquisa anterior, divulgada em julho, o petista tinha 55% contra 35% do mandatário.

Cerca de 8% dos entrevistados votaria em branco ou anularia, e 2% não opinaram.

No cenário de primeiro turno, os resultados mostram que Lula marca 47% e Bolsonaro registra 32% . A margem de erro do levantamento atual é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Caso exista um segundo turno entre Lula e Bolsonaro, a vantagem do petista é de 17 pontos sobre o adversário.

O Datafolha, contratada pela Folha e pela TV Globo, ouviu 5.744 eleitores em 281 municípios nesta terça-feira (16) até esta quinta-feira (18). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09404/2022.

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Fonte: IG Política

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