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Saúde

Sociedades médicas alertam sobre cuidados com a varíola dos macacos

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No dia em que o Brasil confirmou a primeira morte relacionada à chamada varíola dos macacos (do inglês, Monkeypox), em Minas Gerais, as sociedades Brasileira de Urologia (SBU) e Brasileira de Infectologia (SBI) divulgaram uma nota alertando médicos e a população em geral para a importância de estarem atentos ao surgimento de lesões na pele.

As entidades médicas apontam que, como os primeiros sintomas da doença podem ser parecidos com os indícios de outras moléstias, incluindo algumas Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e dermatoses, “é bem provável” que os casos de varíola dos macacos sejam subdiagnosticados e, portanto, subnotificados.

“Com o crescimento da epidemia, é importante levar em consideração as lesões da Monkeypox, mantendo um elevado índice de suspeição”, recomendam as entidades, lembrando aos profissionais da saúde que novos casos têm que ser obrigatoriamente notificados à Vigilância Epidemiológica dos estados onde ocorrerem, para que testes laboratoriais sejam realizados e os pacientes, acompanhados.

“O paciente deve ser tratado com base no seu quadro clínico e deve ser colocado em isolamento ou observação e aconselhado a evitar contato com outras pessoas enquanto tiver lesões de pele, incluindo as com crostas, pois também são infectantes”, orientam as sociedades, pedindo aos profissionais que, sempre que possível, fotografem as lesões dos pacientes – que são aconselhados a procurar atendimento médico caso identifiquem feridas na pele, principalmente se acompanhadas por febre e/ou ínguas (gânglios aumentados e dolorosos), evitando o contato físico com outras pessoas enquanto aguarda o diagnóstico.

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As duas sociedades médicas reforçam recomendações já feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), entre elas, a orientação de que as pessoas reduzam o número de parceiros sexuais. As entidades lembram que, até o momento, homens que fazem sexo com homens são considerados pessoas com maior potencial de contrair a doença.

As associações médicas pedem que as autoridades preparem os serviços públicos de saúde para atendimento dos casos da doença, inclusive disponibilizando vacinas tão logo elas estejam disponíveis.

Prevenção

Devido ao crescente surgimento de novos casos em vários países, a OMS declarou a situação decorrente da disseminação do vírus causador da varíola dos macacos como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.

Ainda assim, a moléstia é classificada como uma doença viral rara, podendo ser transmitida por abraços, beijos, massagens, relações sexuais, secreções respiratórias e através do contato com objetos e superfícies com que uma pessoa doente teve contato. A região anogenital tende a ser uma das mais atingidas pelas feridas provocadas pela doença. 

De acordo com as sociedades Brasileira de Urologia (SBU) e Brasileira de Infectologia (SBI), as pessoas podem se proteger e ajudar a conter a disseminação do vírus que causa a varíola dos macacos, o hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês), com medidas como a frequente limpeza das mãos com álcool 70% ou com água e sabão.

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Além de evitar contato físico com pessoas que possam estar infectadas, deve-se evitar compartilhar objetos de uso pessoal, roupas de cama e toalhas até a exclusão do diagnóstico ou o completo desaparecimento das lesões. Quem teve contato com pessoas infectadas, devem estar atentos ao eventual surgimento de sintomas associados à doença.

Por fim, as entidades destacam que a epidemia atual não se correlaciona com a transmissão de animais para humanos. Assim sendo, não se justifica nenhum tipo de atitude e, muito menos, crueldade em relação aos animais, incluindo os macacos.

Até a tarde de ontem (28), o Brasil contabilizava 978 casos confirmados da varíola dos macacos. Os casos estavam concentrados nos estados de São Paulo (744), Rio de Janeiro (117), Minas Gerais (44), Paraná (19), Goiás (13), Bahia (5), Ceará (4), Rio Grande do Sul (3), Rio Grande do Norte (2), Espírito Santo (2), Pernambuco (3), Tocantins (1), Mato Grosso (1), Acre (1), Santa Catarina (4) e no Distrito Federal (15).

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Bio-Manguinhos vai fornecer remédio usado por 60 mil pacientes do SUS

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O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) vai fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS) o medicamento biológico adalimumabe biossimilar a partir de agosto de 2022. O biofármaco é indicado para o tratamento de oito doenças no SUS, e o instituto estima que 60 mil pacientes o utilizam em seus tratamentos. 

Segundo Bio-Manguinhos, o adalimumabe é o produto com o maior número de indicações e de pacientes vivendo com doenças reumatológicas e doença de Crohn simultaneamente. Ele é indicado para artrite reumatoide, espondilite anquilosante, artrite psoriásica, psoríase, doença de Crohn, hidradenite supurativa e uveíte, além de artrite idiopática juvenil.

Até então, o medicamento era importado, mas Bio-Manguinhos vai incorporar totalmente a produção devido a uma parceria com o laboratório alemão Fresenius Kabi, que detém a tecnologia, e com o laboratório privado nacional Bionovis. Mais de 500 mil seringas do medicamento serão disponibilizadas ao SUS já no primeiro ano do fornecimento. 

O adalimumabe é o quinto produto da cesta de tratamentos para reumatologia no portfólio de Bio-Manguinhos, que já produz o infliximabe, o etanercepte, o golimumabe e o rituximabe. Além disso, ele é o segundo para doenças inflamatórias intestinais, após o infliximabe. 

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Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Brasil registra 365 mortes e 30,2 mil casos de covid-19 em 24 horas

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As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 30.220 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas em todo o país. De acordo com os órgãos, foram confirmadas também 365 mortes por complicações associadas à doença no mesmo período.

Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (9), com exceção do dado relativo a óbitos em Mato Grosso do Sul, que não foi informado, de acordo com a pasta.

Com as novas informações, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia já soma 34.066.000.

O número de casos em acompanhamento da doença está em 531.128. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta e nem resultaram em óbito.

Com os números de hoje, o total de óbitos desde o início da pandemia alcançou 680.531. Ainda há 3.241 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação sobre a ainda demanda exames e procedimentos complementares.

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Até agora, 32.854.341 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a pouco mais de 96% dos infectados desde o início da pandemia.

Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número de registros diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentar os bancos de dados das secretarias municipais e estaduais de Saúde. Às terças-feiras, o quantitativo, em geral, é maior pela atualização dos casos acumulados nos fins de semana.

boletim epidemiológico 09.08.2022 boletim epidemiológico 09.08.2022

Fonte: Ministério da Saúde

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 estão São Paulo (173.418), Rio de Janeiro (75.089), Minas Gerais (63.167), Paraná (44.685) e Rio Grande do Sul (40.570).

Já os estados com menos óbitos são Acre (2.021), Amapá (2.153), Roraima (2.161), Tocantins (4.189) e Sergipe (6.420).

Vacinação

Até esta terça-feira, o vacinômetro do Ministério da Saúde apontava que um total de 469.951.837 doses de vacinas contra covid-19 foram aplicadas no país, desde o início da campanha de imunização.

Deste total, 178,6 milhões como primeira dose, 159,6 milhões como segunda e 4,9 milhões como dose única. A dose de reforço já foi aplicada em mais de 103,7 milhões de pessoas e a segunda dose extra ou quarta dose, em pouco mais de 18 milhões.

O painel registra ainda 4,7 milhões de doses como “adicionais”, que são aquelas aplicadas em quem tinha recebido o imunizante da Janssen, de dose única.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19: São Paulo libera quarta dose para toda população adulta

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A partir de hoje (9) está disponível a quarta dose da vacina contra a covid-19 na cidade de São Paulo para toda a população com mais de 18 anos. Para ser imunizado, é preciso ter recebido a terceira dose a pelo menos quatro meses.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, estão aptas a receber a quarta dose 911,7 mil pessoas em todo o município.

A imunização está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas e em 17 Serviços de Atenção Especializada (SAEs). A lista com os locais de vacinação está disponível na página Vacina Sampa que também traz mais informações sobre a campanha.

A disponibilidade de vacinas por fabricante e o tamanho das filas pode ser verificado na plataforma De Olho na Fila.

Foram aplicadas na capital paulista, 34,6 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Já receberam a primeira dose adicional (terceira dose) 83,7% da população adulta e 53,5% já foi imunizada com a segunda dose adicional (quarta dose).

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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