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Senador Randolfe Rodrigues
Geraldo Magela/ Agência Senado

Senador Randolfe Rodrigues

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o  presidente Jair Bolsonaro (PL) seja investigado por “violação de sigilo e obstrução da justiça”. O mandatário foi citado em conversas telefônicas do ex-ministro Milton Ribeiro , grampeadas pela Polícia Federal.

Em um dos áudios, o ex-chefe da pasta de Educação diz que Bolsonaro tinha um “pressentimento” de que haveria uma operação pela PF no âmbito do inquérito sobre irregularidades no Ministério da Educação.

No pedido apresentado por Randolfe, líder da oposição no Senado, o senador pede para sejam tomadas medidas “a fim de evitar interferências indevidas” do presidente e da cúpula do governo. O pedido é endereçado ao ministro Alexandre de Moraes.

“Nesse sentido, requeremos a Vossa Excelência, na qualidade de Ministro responsável pela condução do Inquérito 4.831, que tem por objeto a interferência indevida do Presidente da República na Polícia Federal, que tome as medidas cabíveis a fim de evitar interferências indevidas da cúpula do Poder Executivo nas atividades-fim da Polícia Federal, determinando, se for o caso, a abertura de inquérito para apurar a conduta de violação de sigilo e de obstrução da justiça do Presidente Jair Bolsonaro”, diz o pedido.

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Política Nacional

Eleições: Feliciano diz que igrejas vão fechar caso esquerda vença

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Deputado federal Pr. Marco Feliciano
Agência Brasil

Deputado federal Pr. Marco Feliciano

A menos de dois meses da eleição, uma notícia falsa se espalhou por igrejas evangélicas em São Paulo: a possibilidade de seus templos serem fechados caso a esquerda volte a governar o país.

Durante um mês, a Rádio CBN visitou seis grandes denominações no estado, além de outras menores, e em todas fiéis disseram acreditar nesse boato.

Pastor da Assembleia de Deus, o deputado Marco Feliciano (PL), que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro, admitiu que tem feito essa pregação para “alertar” os evangélicos.

Não há, nos planos de governo dos candidatos majoritários, incluindo os de esquerda, como os presidenciáveis Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT), qualquer ataque à liberdade religiosa ou indicação de fechamento de igrejas, o que seria inconstitucional.

“Conversamos sobre o risco de perseguição, que pode culminar no fechamento de igrejas. Tenho que alertar meu rebanho de que há um lobo nos rondando, que quer tragar nossas ovelhas através da enganação e da sutileza. A esmagadora maioria das igrejas está anunciando a seus fiéis: ‘tomemos cuidado’”, disse Feliciano, que é pastor da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

Segundo pesquisa Datafolha de 2019, 31% dos brasileiros são evangélicos. Esse segmento é um dos únicos em que Bolsonaro, candidato à reeleição, supera o ex-presidente Lula em intenções de voto.

De acordo com o último levantamento do mesmo instituto, Bolsonaro superaria o petista em dez pontos percentuais (43% a 33%) em uma eleição só com os votos de eleitores evangélicos.

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Entre dezenas de fiéis ouvidos pela CBN, nenhum soube explicar de onde surgiram os boatos da “ameaça da esquerda”, mas a maioria acredita neles.

“Se a esquerda entrar, eles tentarão fazer isso, pois não gostam (dos evangélicos). Já vi nas redes sociais candidato falar que vai proibir a pregação em praças públicas”, diz Fátima Dantas, evangélica há 24 anos, da comunidade da Igreja Quadrangular de Pari.

A CBN percorreu templos das maiores denominações: Assembleia de Deus, Universal, Renascer em Cristo, Quadrangular, Internacional da Graça e Presbiteriana.

Sônia Samaritana frequenta a igreja Nova Vida em Cristo, em Taubaté, no Vale do Paraíba, a mais de 130 quilômetros da capital. Evangélica há 26 anos, diz que dois candidatos a deputado procuraram lideranças da igreja para pedir apoio e alertar para o risco de a esquerda vencer.

“Na época mais dura da pandemia, muitos quiseram fechar as igrejas, e o povo evangélico ficou assustado”, afirma.

Logo na entrada da Assembleia de Deus do Brás, no centro da capital paulista, um jornal de circulação interna estava disponível em três pilhas. Nos textos, as principais resoluções da Convenção Nacional das Assembleias. Em meio a elas, a necessidade de “combater a doutrinação progressista”.

Há evangélicos que denunciam fake news. Alice Cristina frequenta a Assembleia de Deus Ministérios Missões, em Guarulhos, há pelo menos 30 anos, e defende que a política fique fora das igrejas.

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“Na política, temos que pensar com razão e não com fé ou emoção”, diz.

Vice-presidente nacional do PL e integrante da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado Capitão Augusto (SP) afirmou que a notícia falsa não saiu da campanha de Bolsonaro. E criticou a disseminação de fake news:

“Não tem o menor cabimento. As igrejas vão funcionar independentemente de quem esteja no poder. É boataria pura.”

PT estuda resposta

Coordenador de comunicação da campanha de Lula, Edinho Silva diz que já foi identificada pelo partido a disseminação da fake news nos templos, e que o PT estuda formas de o próprio ex-presidente rebatê-la.

“A notícia, além de falsa, é absurda. Foi Lula quem regulamentou, em 2003, a liberdade de constituição de igrejas no país. Se tem alguém que governou respeitando a religiosidade, em especial a evangélica, foi ele”, diz.

(* da CBN)

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Eleição: Isolamento de Ciro Gomes dificulta alianças em alguns estados

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Eleição: Isolamento de Ciro Gomes dificulta alianças em alguns estados
Reprodução/Instagram

Eleição: Isolamento de Ciro Gomes dificulta alianças em alguns estados

O isolamento da candidatura à Presidência do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que fracassou na tentativa de atrair o apoio de outros partidos, se refletiu na montagem dos palanques estaduais pedetistas. Nos dez estados onde a legenda lançou candidatos a governador, em apenas três conseguiu fechar alianças: Maranhão, Ceará e Rio de Janeiro. Nos outros sete vai disputar em “chapas puras”, termo usado quando o vice é da mesma sigla, a exemplo do que ocorre na disputa nacional.

O cenário tem causado insatisfação entre integrantes do partido, que culpam o ex-ministro por romper pontes com seus ataques a adversários, em especial o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A avaliação de pedetistas ouvidos em caráter reservado pelo GLOBO é que a campanha não descobriu como furar a polarização entre o petista e o presidente Jair Bolsonaro (PL), que lideram a corrida eleitoral, de acordo com as pesquisas. Como Ciro aparece estagnado numa faixa entre 7% e 8% das intenções de voto, há um receio entre seus correligionários que o desempenho fraco possa refletir nos estados — como ocorreu no caso das alianças.

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Ofensiva do PT

Procurada, a campanha de Ciro atribui o isolamento do PDT nos estados a uma ofensiva do PT para atingir o pedetista. Os dois partidos em 2014 estavam juntos em 13 estados, mas desta vez vão subir no mesmo palanque em apenas três: Rio Grande do Norte, Amapá e Alagoas.

“É uma opção da estratégia da campanha de Ciro criar uma linha para poder chegar aos objetivos que deseja, e ele não vai deixar de obedecer ao que propõe a sua campanha por estar atrapalhando um estado ou outro que têm mais força de Lula”, diz o deputado Wolney Queiroz (PDT-PE).

Na esperança de conseguir alguma aliança, Ciro esperou até o limite do prazo para escolher sua vice. Sem sucesso, optou por uma solução caseira e vai para a disputa ao lado de Ana Paula Matos (PDT).

O isolamento do PDT não se limita aos locais onde tem candidatos ao governo ou ao Senado. Em 17 dos 27 estados, o partido não está em nenhuma coligação. Na comparação com 2018, o cenário para Ciro era semelhante. O pedetista tinha apenas um partido aliado na disputa pelo Planalto, o Avante. No entanto, teve mais alianças regionais. Dos oito candidatos a governador naquele ano, apenas um entrou na disputa com uma chapa pura: São Paulo.

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Candidato da sigla ao governo paulista neste ano, Elvis Cezar (PDT) atribui o isolamento ao fato de seus adversários possuírem padrinhos na disputa nacional que influenciam na montagem dos palanques locais.

“Isso limita um pouco as alianças. Mas, por outro lado, não é qualquer aliança que é válida. É melhor estar ao lado de quem está alinhado com as propostas”, diz Elvis, que terá Gleides Sodré (PDT) como vice.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Quilombolas reivindicam ações do Congresso para proteção de suas terras

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Representantes de comunidades quilombolas de 22 estados e do Distrito Federal pediram ações do Congresso Nacional para conseguirem proteger suas terras. Eles participaram de um ato político-cultural chamado Aquilombar, realizado pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, no último dia 10, e que teve como objetivo cobrar dos parlamentares a tramitação de propostas ligadas aos quilombos.

Os quilombolas pedem aos parlamentares que não aprovem a PEC 215/00, que delega exclusivamente ao Congresso Nacional o poder de demarcar terras de povos tradicionais, e o projeto de decreto legislativo (PDL) 177/21, que autoriza o Brasil a sair da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A convenção trata do respeito às culturas e aos modos de vida dos povos tradicionais e reconhece os direitos deles à terra e aos recursos naturais.

O representante da comunidade quilombola Morro da Onça, de Conceição da Barra (ES), Josielson dos Santos, lamentou que a convenção da OIT esteja sendo sistematicamente desrespeitada em sua região, com a ação de produtores de cana-de-açúcar. “A empresa que está dentro do nosso território não respeita nosso território, não respeita a Convenção 169, não consulta as comunidades nas ações de manejo, de plantio, de bater veneno. Isso é muito grave”, apontou.

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Josielson disse ainda que a comunidade vem sofrendo também com a exploração de sal gema nas jazidas na região do quilombo.

O deputado Vicentinho (PT-SP) apoiou a reivindicação dos quilombolas, que querem apenas ter acesso às políticas públicas do governo. “Precisam de apoio, sobretudo políticas públicas de saúde, investimento para a agricultura, para a produção, para o escoamento da produção, aposentadoria. Essa comunidade não pode ser excluída. Essas pessoas aqui representam a dignidade da nossa gente, representam a luta contra a escravidão hoje e sempre.”

Demarcação
Outro problema apontado pelos quilombolas é em relação à demarcação de terras. Segundo dados da Coordenação Geral de Regularização de Territórios Quilombolas (DFQ), ligada ao Incra, a titulação dessas terras entre 2019 e 2022 caiu 62% em comparação com os quatro anos anteriores, e em 78%, se comparadas com o período de 2011 a 2014.

A Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq) afirma que 1.748 pedidos de comunidades quilombolas pela regularização aguardam análise no Incra. Outros 55 processos aguardam conclusão do processo de titulação.

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Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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