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Mato Grosso

Central de Interpretação de Libras facilita inclusão e oferece atendimento gratuito para comunidade surda

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Surdo de nascimento, Márcio Silva do Nascimento, utiliza desde 2018 os serviços oferecidos pela Central de Interpretação da Língua Brasileira de Sinais (CIL), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). “É uma ajuda importante, já que em muitos locais não há acesso às informações por causa da falta de um intérprete para que haja uma comunicação”.

Segundo ele, vários problemas já foram solucionados com a ajuda dos intérpretes que atuam no CIL. “Como em uma consulta médica. A gente tem muitas dificuldades em saber o que o profissional está falando. Procuramos a Central de Libras para justamente auxiliar nessa questão da comunicação, porque as vezes a gente tem alguma doença desconhecida ou o médico explica algum termo que não conhecemos. É uma sorte para a nossa comunidade ter esse tipo de serviço sendo oferecido gratuitamente”, diz.

A CIL foi criada em 2015 e já realizou milhares de atendimentos durante os seus mais de cinco anos de existência.  O objetivo é atender pessoas surdas ou surdo-cegas, facilitando o acesso a serviços públicos. Atualmente a Central conta com cinco intérpretes, que atendem todo o estado de Mato Grosso.

De janeiro até junho deste ano, foram realizados 2.692 atendimentos, entre eles: consultas médicas, Defensoria Pública, lojas, entrevista de emprego, passe livre, CRAS, Sine, polícia, agências bancárias, farmácias e INSS. Durante a pandemia a quantidade de atendimentos presenciais diminuiu, enquanto aumentaram os atendimentos on-line. Cada intérprete de Libras realiza mais de 200 atendimentos ao mês. São realizadas três modalidades de atendimentos: webchamada, ligação nos locais que necessitam de atendimento e no modo presencial.

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A intérprete de Libras, Bruna Silva, enfatiza que a procura pelo atendimento é diversificada. “Eles nos avisam qual é o tipo de atendimento que eles querem e a gente realiza a intermediação da comunicação entre a pessoa surda e o local/instituição. A gente também auxilia na documentação de passe livre para pessoa com deficiência, na questão do direito de ir e vir em várias cidades do estado ou em outros estados”, ressalta.

Para ela, o objetivo da CIL é estar presente para um melhor entendimento do serviço que a pessoa quiser. “Quando sai alguma reportagem que eles não entendem, procuram a CIL para tirar suas dúvidas. Como exemplo, ela cita o programa Ser Família Emergencial, que foi veiculado em diferentes mídias. Fizemos o trabalho de pesquisa para verificar àqueles que teriam o direito”, afirma.

Sobre a inclusão, a servidora destaca a necessidade de respeitar a dificuldade do próximo. “A gente que é ouvinte acha que eles têm muita limitação, mas não! Eles têm todas as capacidades normais como nós que ouvimos. Na verdade, somos nós que devemos nos adaptar para comunicar com eles”.

Bruna explica que a CIL pertence ao Centro de Referência de Direitos Humanos e é bem acolhida pela primeira-dama, Virginia Mendes, bem como pela secretária da Setasc, Rosamaria Carvalho.  “Essa é a diferença, tendo pessoas a frente que conseguem se sensibilizar com essa comunidade que dá todas as condições para gente fazer um bom trabalho”, declara.

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Idevaldo Pereira, intérprete de Libras da CIL, também atende a comunidade surda de outros estados, que já moraram em Mato Grosso. “Eles mantêm o contato, principalmente para que os auxiliem em suas demandas onde vivem atualmente.  Temos surdos no Pará, em Minas Gerais que foram moradores aqui e tem o nosso contato”, pontua.

Ele, que também é professor afirma que, trabalhando com o surdo, vê que seus alunos estão “saindo da toca”. “Hoje, com a inclusão e migração em outras escolas, faz com que essa criança cresça e desenvolva melhor”, observa.

Outra usuária da CIL, é a Fernanda Regina dos Santos, que também atua como professora de Letras – Libras. Ela aponta a importância desse serviço para o Estado, principalmente em atendimentos em que é necessário fazer agendamento. 

Serviço

Aos surdos que necessitam do auxílio da Central de Intérpretes de Libras (CIL), podem procurar atendimento gratuito no local, localizada na Rua General Valle, Nº 567, Bairro Bandeirantes, em Cuiabá. O atendimento é de segunda-feira à sexta-feira, das 08h às 17h ou agendar o serviço pelos telefones: (65) 99237-4282; (65) 99237-5143; (65) 99241-3833; (65)98433-0372 e (65)98462-6876.

Fonte: GOV MT

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Dezessete motoristas são presos por embriaguez ao volante durante Lei Seca em Cuiabá

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Dezessete motoristas foram presos na madrugada deste domingo (28.11), após serem flagrados embriagados, durante a 72ª edição da Operação Lei Seca. Dois destes motoristas, ainda tiveram o agravante de desacatar os servidores públicos que trabalhavam durante a ação, que ocorreu na Av. Manoel José de Arruda, no bairro São Matheus, em Cuiabá.

O crime de desacato ao funcionário público no exercício da função ou em razão dela está previsto no Artigo 331 do Código Penal e a pena pode variar entre seis meses a dois anos de detenção ou multa.

A operação fiscalizou 110 veículos, realizando igualmente 110 testes de alcoolemia. Um total de 75 Autos de Infração de Trânsito (AITs) foram lavrados, sendo 26 por condução de veículo sob efeito de álcool, 26 por condução de veículo sem registro ou não licenciado, oito por condução de veículo sem possuir habilitação para tal, oito por recusa à realização do teste de alcoolemia e sete por motivos diversos.

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Do total de veículos fiscalizados, 46 foram autuados e 45 foram removidos, sendo 40 carros e 5 motocicletas. A iniciativa também recolheu 22 documentos, sendo 19 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) e três Comprovantes de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

A Operação Lei Seca é uma ação integrada, coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública (GGI/Sesp) e nesta edição contou com a participação do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, da Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Polícia Penal e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob).

Fonte: GOV MT

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Websérie e livro homenageiam fundadores de grupo de siriri de Chapada dos Guimarães

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Reconhecidos pelo trabalho de fortalecimento e difusão do cururu e siriri em Chapada dos Guimarães, o casal Deijanil Maria do Nascimento e Pedro Boaventura da Silva será homenageado em uma websérie e um livro desenvolvidos com recursos do edital Conexão Mestres da Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

As obras trazem uma retrospectiva do trabalho realizado pelos fundadores do Grupo Folclórico Siriri Patucha, bem como o reconhecimento pela valorização da cultura popular no município. O lançamento será na segunda-feira (29.11), às 19h, na Casa da Quineira, em Chapada dos Guimarães.

O projeto ‘Aos mestres com carinho’ foi selecionado no edital, desenvolvido a partir da Lei Aldir Blanc. No dia 01 de dezembro ocorre a exibição pública da websérie, na Câmara Municipal de Vereadores de Chapada dos Guimarães, às 19h. O material, que conta com 10 episódios, também ficará disponível no youtube.

Proposto pela incubadora de negócios Pedaço do Mundo Hub, coordenado por Eliana Muxfeldt e Idineia Bressan, o projeto possui um instagram (@mestresculturaismt), onde há informações e contato do grupo.  

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“O Patucha representa muito mais que um grupo de dança tradicional mato-grossense, foi e continua sendo um espaço afetivo que impactou positivamente a vida de inúmeros jovens, que cresceram em um contexto de união, pertencimento, integração, responsabilidade, amizade e respeito. E esse impacto se deve à dedicação do professor Pedrinho e Deja, como são chamados carinhosamente os homenageados”, descreve o texto de divulgação na mídia social.

O nome Patucha é uma sigla de Panorama Turístico de Chapada, termo que, na década de 70, era usado em um clube onde o siriri era uma das atrações. Nos 20 anos de história, o Grupo Folclórico Patucha fez apresentações em várias cidades de Mato Grosso, além de marcar presença em eventos para turistas, no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães e no Festival de Cururu e Siriri, em Cuiabá.  

Conexão Mestres da Cultura

O edital surgiu para compartilhar os saberes e fazeres artísticos e culturais do estado, reconhecendo o trabalho desenvolvido por pessoas impactaram a cultura mato-grossense, considerando sua contribuição para o fortalecimento da cultura do estado e sua importância para a comunidade que atua.

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Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Com livros reciclados, recuperandos de São Félix do Araguaia confeccionam artesanato como forma de ressocialização

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Da riqueza dos livros ao trabalho de reciclagem, para se tornar artesanato e enfim, ser instrumento de ressocialização. Assim, a Cadeia Pública de São Félix do Araguaia (1.150 km da Capital) tem feito valer a Lei de Execução Penal, que entre outras coisas, assegura a reinserção do recuperando por meio do trabalho.

Por meio da doação de livros didáticos e revistas, os recuperandos da unidade dedicam parte de seus dias à produção de artesanatos com estes materiais recicláveis, que vão desde cestas decorativas, bolsas e até mesmo fruteiras.

O projeto “Mãos que Criam” foi uma ideia da assistente do Sistema Penitenciário, Noemi Fernandes de Oliveira, servidora pública há 11 anos. Com o olhar atento à saúde dos presos, Noemi percebeu que muitos faziam o uso de medicamentos controlados. Como forma de diminuir a ociosidade e trabalhar a ressocialização, ela deu o pontapé para o projeto, que abrange 90% dos recuperandos da unidade. E percebeu a diferença na saúde dos internos.

Estes reeducandos são selecionados e, posteriormente, cadastrados como artesãos na unidade prisional. A partir daí, os produtos por eles confeccionados são catalogados e etiquetados. Parte do recurso arrecadado com a venda dos produtos – 60% – é repassado à família do recuperando ou a uma conta bancária do próprio preso. E o restante – 40 % – retorna ao Conselho da Comunidade da comarca de São Félix do Araguaia, para reposição de material (matéria prima) e para custear as despesas com a logística.

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“Este projeto visa proporcionar ao apenado capacitação para aprimoramento e ampliação de suas habilidades adquiridas na relação de convivência com outros reclusos, em específico no aprendizado do trabalho artesanal feito em papel (reciclagem de livros e revistas) e crochê (linhas e barbantes)”, explicou Noemi.

O diretor da Cadeia Pública, Jackson de Souza, destacou que o projeto é uma importante ferramenta de ressocialização da unidade e isso se deve também às parcerias firmadas.

“Para nós, este projeto veio contribuir de forma significativa, pois hoje um dos grandes desafios do Sistema Penitenciário é trabalhar a ressocialização e o retorno do privado de liberdade à convivência em sociedade. E é graças a parceiros como o Conselho da Comunidade e a prefeita Janailza, que se sensibilizaram e se tornaram parceiros do projeto”, disse o diretor.

Exposição

Foi por meio da parceria com a Prefeitura de São Félix do Araguaia, que os recuperandos puderam expor seus produtos durante a inauguração da Praça da Bíblia, ocorrida no último dia 19 de novembro.

Na ocasião, a prefeita Janailza Taveira fez questão de prestigiar o espaço disponibilizado à exposição dos produtos confeccionados pelos recuperandos.

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Lei de Execução Penal

A Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) ressalta que o trabalho nas prisões tem como finalidade alcançar a reinserção do condenado, levando-se em conta a habilitação, a condição pessoal e as necessidades futuras do preso, bem como as oportunidades oferecidas pelo mercado.

Ainda de acordo com a LEP, a cada três dias de trabalho, o preso diminui pode diminuir um dia de sua pena. Além disso, a lei prevê ainda a remição por estudo e por leitura.

Fonte: GOV MT

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