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Família que matou 2 por dívida de R$ 50 mil pode ter que pagar indenização de R$ 2 milhões

por Nathalia Okde
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O crime foi provocado por causa de uma dívida de R$ 50 mil contraída pela atiradora após aluguel de um imóvel

Além de denunciar Inês Gemilaki, 48 anos, o filho dela, Bruno Gemilaki, 28 anos, e o cunhado dela, Éder Gonçalves Rodrigues, 40, pelos crimes de homicídios qualificados e homicídios tentados, o MPMT (Ministério Público de Mato Grosso) pede que eles paguem indenização de R$ 2 milhões aos familiares das vítimas.

O crime que deixou dois idosos mortos em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá, no mês passado, foi provocado por causa de uma dívida de Inês com a família que ficou em R$ 59,1 mil. Entenda o valor.

O crime provocado por causa de uma dívida de Inês com a família que ficou em R$ 59,1 mil.
O crime provocado por causa de uma dívida de Inês com a família que ficou em R$ 59,1 mil.

Conforme a Polícia Civil, o vínculo entre os suspeitos e as vítimas começou em março de 2021, quando as famílias firmaram o primeiro contrato de locação de um imóvel. O contrato foi encerrado um ano depois, em março de 2022.

Segundo a família que sofreu o atentado, o imóvel foi devolvido em péssimas condições de manutenção e higiene e com atraso de um mês de aluguel no valor de R$ 5 mil, além de dívidas de energia, internet e TV.

A esposa do proprietário arcou com as reformas para reparar o local o que, segundo ela, totalizou R$ 44,1 mil.

O caso virou uma briga judicial e os proprietários da casa entraram com um processo contra Inês para tentar recuperar o dinheiro: considerando o aluguel atrasado (R$ 5 mil), as obras necessárias (R$ 44,1 mil) e o período de dois meses que o imóvel ficou indisponível para uso em razão das reformas (R$ 10 mil).

Cronologia do crime

Imagens das câmeras de segurança de uma casa em Peixoto de Azevedo, mostram a dinâmica do crime cometido por mãe e filho que deixou dois mortos e um ferido no dia 21 de abril. Quatro pessoas foram presas incluindo mãe e filho, o marido da mulher e o irmão dele.

Pelas imagens, é possível ver que todo o crime ocorre em menos de dois minutos Eles chegam no local às 15h14 e deixam a casa 15h16. Veja o vídeo abaixo que mostra toda cronologia dos assassinatos. A motivação seria um desacordo comercial com o proprietário da residência.

O relógio marca 15h14, quando a caminhonete chega em frente da casa e o portão está aberto. O carro estaciona, em um local que não é possível ver pela câmera.

O primeiro a entrar é o médico Bruno, filho de Ines. Ele está de camisa branca, short, descalço e segura uma espingarda.

A mãe dele vem logo em seguida com uma arma, de blusa azul e calça branca. Um homem de preto, boné branco, short e chinelo também entra em seguida. Este seria cunhado da atirado.

Em depoimento à Polícia Civil, Éder Gonçalves Rodrigues, cunhado da Ines, confessou a participação.

Os três entram pela garagem e seguem para os fundos da casa. Ines, antes, tira os calçados. O homem de preto fica parado próximo de uma entrada lateral, segurando uma arma.

Depois, quando registra 15h15, Bruno volta e vai para a frente da casa. Ele parece recarregar a arma.

No mesmo horário, a mulher aparece nas imagens entrando na casa. Ela atira numa porta de vidro e entra no cômodo. Depois, mesmo descalça, pisa nos vidros quebrados, vai em direção das vítimas, e faz vários disparos.

Pilson Pereira da Silva, de 69 anos, e Rui Luiz Bogo, 81, morreram no local. Um padre foi ferido, passou por cirurgia e não corre risco de morte.

O marido de Ines, Márcio Ferreira, de 45 anos, estaria na caminhonete e deu cobertura para os quatro fugirem.

A mulher parece ser a única a atirar e matar. Os filho dela e o cunhado parecem permanecer na área externa da casa, enquanto o marido fica na direção da caminhonete aguardando para a fuga.

Veja cobertura completa do caso no Primeira Página????????????

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Prisão de envolvidos

Conforme o Primeira Página adiantou, mãe e filho decidiram se entregar à polícia no dia 22. O marido de Ines, Márcio Ferreira Gonçalves e o cunhado dela, Éder Gonçalves Rodrigues, já tinham sido presos pela manhã ainda na terça em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá.

Após as prisões, Eder confessou a participação no crime, dizendo ser a pessoa que entrou na residência com Inês e Bruno.

Mãe e filho devem responder por duplo homicídio. (Vídeo: Noemia Argolo/TV Record Peixoto)

Em novas imagens, a mulher e o filho aparentam estar com as mesmas roupas de quando outras imagens gravaram eles em uma conveniência de posto durante a fuga. Eles ficam na maior parte do tempo de cabeça baixa, sentados.

Segundo a delegada responsável pelas investigações, Anna Marien, eles devem responder por duplo homicídio, duas tentativas de homicídio e associação criminosa.

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