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Política Nacional

Homenageado, Olavo fez críticas a Bolsonaro antes de morrer: “Covarde”

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Olavo de Carvalho
Reprodução/Youtube

Olavo de Carvalho

A morte do escritor Olavo de Carvalho nesta segunda-feira (24), enlutou o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores. O mandatário chegou a decretar luto oficial de um dia em todo o país na terça-feira, 25.

O governo federal também emitiu nota oficial para lamentar o falecimento do ideólogo, que foi um dos grandes influenciadores na formação da chamada “nova direita”, que impulsionou a eleição do presidente. Contudo, a relação entre o escritor e o chefe do Executivo se deteriorou ao longo da gestão, após o pleito de 2018.

Em uma de suas últimas aparições, Olavo de Carvalho não poupou críticas a Jair Bolsonaro. Ele chamou o mandatário de “covarde” e apostou que “a briga está perdida” em 2022. Extremista, Carvalho inspirou o chamado “bolsonarismo raiz” e tinha grande influencia sobre a ala ideológica do governo.

A influência do “guru do Bolsonarismo”, como Olavo era chamado, mostrou-se evidente ainda no início do mandato de Bolsonaro, que indicou dois ministros bastante próximos ao escritor – Ernesto Araújo, ex-titular das Relações Exteriores, e Ricardo Vélez, ex-chefe da Educação.

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Poucos meses após a vitória de Bolsonaro, Olavo de Carvalho já apontava oas falhas na gestão do presidente. Em março de 2019, o escritor compareceu a um evento organizado pelo ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon. Lá, afirmou que amava o chefe do Planalto, mas que o governo ia mal por estar cercado de militares “traidores” – e ainda chamou o vice-presidente Hamilton Mourão de “idiota”.

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Em maio de 2020, conforme o governo ia acumulando polêmicas, Olavo de Carvalho afirmou à BBC Brasil que era possível chamar Bolsonaro de “burro”. Disse, porém, que ele não era ladrão. Em junho daquele ano, acrescentou os adjetivos “fraco” e “covarde” quando se referia ao presidente.

“Quer levar um processo de prevaricação da minha parte? Se esse pessoal não consegue derrubar o governo, eu derrubo” , escreveu no Twitter. Na mesma ocasião, disse que continuava ao lado do presidente, mas que não traria mais “palavras doces”.

No ano passado, Olavo de Carvalho foi o protagonista de vários embates com o governo federal. Chegou a dizer a aliados, em mais de uma ocasião, que se sentia abandonado pelo presidente, seu fiel aluno. O escritor dizia estar decepcionado com Bolsonaro por considerar ter sido usado por ele como uma espécie de “garoto propaganda” na campanha.

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No mês passado, Olavo voltou a chamar o presidente da República de “covarde”, “prefeito do interior” e ainda que ele não terá chances nas eleições deste ano. O escritor afirmou que a “briga já está perdida”, mas que defendia voto em Bolsonaro por “falta de opção”.

Diante do falecimento do escritor, a nota de pesar divulgada pelo Palácio do Planalto o descreve como “intransigente defensor da liberdade”, que deixa como legado “um verdadeiro apostolado a respeito da vida intelectual”.

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Política Nacional

Comissão aprova prazo maior para avaliação de desempenho de mãe que recebe bolsa de pesquisa

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Billy Boss/Câmara dos Deputados
Audiência Pública e Deliberação. Dep. Tabata Amaral PSB - SP
Tabata: “O período inicial da maternidade é muito intenso de demandas”

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou proposta determinando que, em casos de parto e adoção, agências e programas de fomento à pesquisa acrescentem 12 meses ao período de avaliação de desempenho e produtividade inicialmente estipulado às mulheres bolsistas.

O texto aprovado é o substitutivo da relatora, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), ao Projeto de Lei 3494/20, da deputada Shéridan (PSDB-RR). A proposta original determina que as agências e programas de fomento à pesquisa desconsiderem o período de afastamento das mulheres bolsistas, em casos de maternidade e adoção, para efeito de avaliação de desempenho acadêmico.

A relatora considerou que a proposta poderia ser aperfeiçoada, para ter mais clareza. “Consideramos por bem acrescentar um período de 12 meses ao período inicialmente estipulado pelos regulamentos dos programas de bolsas de pesquisa, estendendo o prazo para avaliação das participantes”, disse.

Omissão na lei
O texto altera a Lei 13.536/17, que prorroga os prazos de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento à pesquisa nos casos de maternidade e de adoção.

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“A atual legislação trata de prorrogar os prazos de concessão das bolsas, mas é omissa em relação a uma necessidade igualmente importante e particularmente sentida pelas mulheres, que se relaciona com a avaliação de sua produtividade acadêmica”, afirmou Tabata.

“O período inicial da maternidade é muito intenso de demandas que sobrecarregam as mulheres, sendo previsível e mesmo natural que fique reduzida a qualidade e quantidade de tempo que elas passam a dedicar a tarefas acadêmicas”, completou.

A proposta também determina que, sempre que houver exigência de cadastro em sistema de informações curriculares por parte de programas e agências de fomento à pesquisa ou de instituição de ensino superior – como a Plataforma Lattes –, sejam disponibilizados campos específicos para a inserção das informações relativas ao período do afastamento temporário.

Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Lara Haje
Edição – Roberto Seabra

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Política Nacional

Comissão aprova proposta que regulamenta o turismo rural

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Billy Boss/Câmara dos Deputados
Abertura de mercado do transporte rodoviário de passageiros . Dep. Eduardo Bismarck PDT - CE
Bismarck: “Iniciativa contribuirá para reconhecer a realidade do turismo rural”

A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4032/20, que inclui a exploração do turismo rural entre as atividades rurais passíveis de tributação pelo Imposto de Renda.

Conforme a proposta, o turismo rural atuará de forma complementar ou acessória às demais atividades rurais previstas na lei (como agricultura e pecuária), de acordo com as definições e limites de participação na receita bruta total estabelecidos em regulamento.

O texto é de autoria do deputado Herculano Passos (Republicanos-SP) e altera a Lei 8.023/90, que trata da tributação da atividade rural. Hoje, a lei não reconhece o turismo como uma das formas de aproveitamento econômico das fazendas.

Devido a isso, os fazendeiros não conseguem emitir os documentos fiscais exigidos por agências de turismo, nem ser aceitos no Cadastur, o sistema do Ministério do Turismo que cadastra os profissionais e operadores que atuam no setor e dá acesso a linhas de crédito.

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Atividade complementar
O parecer do relator, deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE), foi favorável ao projeto. Segundo ele, o turismo rural tem permitido ao agricultor contar com novas formas de aproveitamento de suas terras, e a proposta contribui para que se removam alguns dos principais entraves para o desenvolvimento do turismo rural no Brasil.

“A atualização da legislação, no sentido de conferir tratamento tributário especial à renda adicional originada da exploração do turismo rural, é muito bem-vinda”, disse. “A iniciativa contribuirá para reconhecer a realidade do turismo rural como atividade complementar e conexa às demais atividades agropecuárias”, completou.

Já houve uma tentativa anterior de regulamentar a tributação do turismo rural, mas o projeto aprovado pelo Congresso Nacional foi vetado pela então presidente Dilma Rousseff. O veto foi mantido pelos deputados e senadores.

Tramitação
Já aprovada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, a proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

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Reportagem – Lara Haje
Edição – Roberto Seabra

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Política Nacional

Datafolha: Bolsonaro tem 54% de rejeição, contra 33% de Lula

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Bolsonaro volta a dizer que negro é pesado por arroba
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Bolsonaro volta a dizer que negro é pesado por arroba

pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 54% de rejeição, seguido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 33%. Cada entrevistado pode escolher mais de um candidato no levantamento.

O ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT) vem na sequência, com rejeição de 19%. O general Carlos Alberto dos Santos Cruz (Podemos) tem 11%.

Histórico Bolsonaro já apresentava o maior índice de rejeição entre todos os candidatos na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada em março. Na ocasião, 55% dos eleitores afirmavam que não votariam nele de jeito nenhum.

Apesar da liderança no ranking de rejeição, o desempenho era então melhor que o registrado anteriormente, quando a marca negativa chegou a 60%.


Em março, Lula aparecia em segundo lugar com uma rejeição de 37%. Na sequência, vinham o então governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 30% e hoje excluído da disputa; o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 26%, também fora da eleição; e o ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT), que registrou 23% no índice. Este se mantém no páreo até hoje.

Naquela ocasião, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), tinha 14%; Vera Lúcia (PSTU), registrava 13% de rejeição; Simone Tebet (MDB) e Leonardo Péricles (UP), marcavam 12%; e Felipe D’Ávila (Novo), 11%.

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