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Mãe e padrasto são acusados de amarrar pênis de criança

por Joao Silvestri
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XIXI NA CAMA

Publicado em

23 de abril de 2024

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Foto: Divulgação

A equipe da Delegacia de Apiacás prendeu em flagrante, nesta terça-feira (23), o padrasto e a mãe de uma criança de sete anos que foi torturada como forma de castigo porque fez xixi na cama.

A unidade policial recebeu na segunda-feira (22) o registro de ocorrência feito pelo Conselho Tutelar de Apiacás informando que uma criança deu entrada no hospital municipal com ferimentos na área genital.

O garotinho teve o órgão genital amarrado com um barbante e foi levado ao hospital pela mãe, de 25 anos. Em razão da gravidade do ferimento, a criança foi transferida para um hospital em Alta Floresta. Conforme relatos dos médicos, o órgão genital já estava necrosando e a criança corre o risco de sofrer uma amputação.

A criança relatou que o padrasto amarrou o órgão genital com um barbante, durante três dias, após o menino fazer xixi na cama. E teria feito como forma de aplicar castigo, com o conhecimento da própria mãe.

Durante as diligências para esclarecer o crime, a equipe policial foi à casa da avó da criança e informada que a vítima foi acompanhada para o hospital em Alta Floresta pelo padrasto e que a mãe não a acompanhou porque tinha ‘problemas particulares’ para resolver.

Diante da gravidade dos fatos, a mãe da criança foi detida em flagrante e encaminhada à delegacia. O suspeito, de 43 anos, que é pastor de uma igreja evangélica de Apiacás, também foi preso em Alta Floresta.

A delegada Paula Meira Barbosa explica que ambos responderão pelo crime de tortura mediante castigo, cuja pena pode ir de dois a oito anos de condenação.

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Delegado confirma denúncias informais contra creche de VG

Publicados

3 minutos atrás

em

23 de abril de 2024

Foto: Divulgação

O delegado Marlon Luz, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, confirmou nesta terça-feira (23) que recebeu “dezenas” de denúncias contra a creche Criança Feliz, em Várzea Grande, onde um bebê de cinco meses morreu na semana passada.

“[Recebemos] dezenas de relatos de mães dizendo que seus filhos foram lesionados na creche, por meio de denúncias anônimas. Não podemos levar isso como verdade, mas servirá para contextualizar o funcionamento da creche”, disse.

Para o delegado, a repercussão do caso pode ter encorajado as mães a fazerem as denúncias. Apesar disso, os relatos não terão muito impacto no andamento da investigação, mas servirá para apontar possíveis condutas recorrentes da rotina de funcionamento da creche.

Marlon Luz confirmou ainda que uma perícia foi realizada na creche na tarde desta terça (23).

Causa da morte e funcionamento irregular

O delegado enfatizou que somente após a finalização do laudo pericial de necropsia é que poderá apontar se houve ou não algum crime.

“Nós recebemos de maneira informal uma declaração de óbito informando que a causa é traumatismo craniano. Porém, essa informação não é suficiente para vincular a morte a uma infração penal. Então a Polícia Civil aguarda a confecção do laudo pericial de necropsia, documento técnico suficiente que vai dizer a causa e circunstância da morte”, afirmou o delegado.

Os funcionários da creche alegaram à Polícia que o menino havia se engasgado com leite após a soneca, mas a certidão de óbito diz que a causa da morte foi um “traumatismo cranioencefálico produzido por instrumento contundente”.

Para o delegado, é a partir do laudo que será possível entender a dinâmica do caso e se a morte tem ligação com alguma infração penal e atribuir a cada uma das pessoas envolvidas a prática de eventual crime.

“Se o bebê foi lesionado em períodos anteriores ao dia 17 e as lesões foram capazes de provocar a morte, essas informações estarão presentes no laudo. Por isso não ainda não é possível atribuir a existência de um crime”.

Todos os funcionários da Criança Feliz foram ouvidos e negaram acusações de que o bebê tenha sofrido qualquer tipo de lesão no local. Segundo o Conselho Municipal de Educação (CME) de Várzea Grande, a creche funcionava sem autorização.

“Já requisitamos informações aos órgãos competentes porque tivemos a informação primária que a creche estava irregular e quando a resposta vir poderemos fazer uma análise mais precisa. Mas porque funcionava se estava irregular?”, indagou Marlon.

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