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Volume de abate de bovinos em MT no 1º trimestre é recorde, mostra Imea

por Joao Silvestri
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Foto: Embrapa

O Estado de Mato Grosso abateu 1,76 milhão de bovinos no primeiro trimestre de 2024, segundo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT). O volume é recorde, destacou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) em relatório, e representa aumento de 30,88% em relação a igual período do ano anterior. O número ultrapassa em 43,15% a média histórica de abates para o primeiro trimestre, de 1,22 milhão de cabeças.

Um fator crucial para esse crescimento foi a elevada quantidade de fêmeas nos abates. No período analisado, 951,15 mil fêmeas foram abatidas, aumento de 44,56% em comparação ao ano anterior.

Destas, 76,32% eram fêmeas em idade reprodutiva, com mais de 24 meses de idade. Esse aumento expressivo reflete o abate de fêmeas não emprenhadas durante a estação de monta, destaca o Imea.

Contudo, as projeções para o segundo trimestre de 2024 apontam para uma redução na participação de fêmeas nos abates do Estado.

Segundo o Imea, apenas em seis ocasiões, nos últimos 21 anos, a participação de fêmeas nos abates totais no segundo trimestre superou a do primeiro trimestre.

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AGRICULTURA

Com expectativa de economizar R$ 2,9 bilhões, CNM altera normas do Proagro

Publicados

1 dia atrás

em

9 de abril de 2024

Foto: Freepik/ (imagem ilustrativa)

O Conselho Monetário Nacional alterou normas relativas ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) referentes às resoluções 5.126, 5.127, 5.128 e 5.125. As mudanças foram definidas em reunião extraordinária do colegiado realizada nessa segunda-feira, 8, informou o Banco Central em nota. As mudanças incluem redução do limite de enquadramento obrigatório do programa a atualizações no modelo de comprovação de aquisição de insumos.

Segundo o Banco Central, as mudanças nas normas do programa entrarão em vigor em 1º de julho deste ano, quando começa o ano safra 2024/25. As medidas vão gerar redução de custo de cerca de R$ 935 milhões no segundo semestre deste ano e de R$ 2 bilhões em 2025, projetou o BC.

Na prática, o Proagro é uma espécie de seguro rural voltado aos pequenos e médios produtores. O programa é custeado com recursos do Tesouro Nacional e garante pagamento de obrigações de crédito rural de custeio a produtores que registraram perdas na produção e incapacidade de liquidação dos financiamentos por problemas climáticos, pragas ou doenças. Desde o início do ano, o governo federal vem citando a necessidade de revisão do programa, que foi um dos responsáveis pelo rombo nas contas públicas em 2023 e também alvo de investigação do Tribunal de Contas da União.

Na resolução extra publicada nesta segunda-feira, o CMN reduziu o limite de enquadramento obrigatório do Proagro de R$ 335 mil por ano para R$ 270 mil por ano agrícola. Segundo o Banco Central, a medida vai reduzir a superposição do programa em relação ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e vai aumentar o foco nos agricultores familiares e pequenos produtores. “As projeções indicam que o público com operações acima do limite proposto poderá ser atendido pelas seguradoras privadas, inclusive com o subsídio do PSR”, afirmou o BC.

O pagamento de indenizações de operações com emergência nos períodos de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) com risco 30% e 40% foi reduzido em 25% e 50%, devido ao maior risco dessas operações. O CMN também diminuiu o teto anual para pagamento da Garantia de Renda Mínima em operações do Proagro Mais para R$ 9 mil. A partir de 1º julho, a comprovação para o pagamento de indenização vai dispensar a apresentação de comprovantes de aquisição de insumos, com dedução padrão de 5%.

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